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Chega aos cinemas 'O Vidente', ficção científica do mesmo autor de 'Blade Runner'

Carlos Eduardo Lourenço Jorge - Folha de Londrina
28 set 2007 às 17:25

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O escritor de ficção científica Philip K. Dick está entre os preferidos pelos produtores americanos. Suas tramas sobre memória, identidade e realidades artificiais estão na base de alguns títulos mais representativos do gênero nos últimos tempos.

Desde o êxito artístico e de bilheteria de ''Blade Runner'', passando por ''O Vingador do Futuro'' (Total Recall) e ''Minority Report'', as adaptações do prolífico e visionário novelista estadunidense têm se mostrado muito rentáveis.

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O problema é que os realizadores nem sempre se dão bem com os argumentos de Dick. Como é o caso deste ''O Vidente'', adaptado do conto ''The Golden Man''.


A idéia que sustenta o filme é excelente. Tudo gira ao redor do dom de um indivíduo que, geralmente alcoolizado, ganha a vida fazendo mágicas de segunda mão em clube de terceira em Las Vegas.


Na verdade ele é um infalível vidente que nunca erra quando prediz o futuro. Seu nome é Chris Johnson mas prefere o nome de Frank Cadillac (Nicolas Cage), e sua habilidade extra-sensorial deixa de boca aberta o público. Callie Ferris (Julianne Moore), agente do FBI, sabe que o homem é a última esperança para atrapalhar os planos terroristas que prevêem o roubo de uma bomba nuclear e a explosão da própria no centro de Los Angeles.


Frank, que não quer nada com nenhum dos dois lados, terá que driblar os agentes do governo e o grupo radical, enquanto se ocupa de uma bela e misteriosa mulher (Jessica Biel) que vai afinal convencê-lo a desativar a tal bomba.


O roteirista Gary Goldman, anteriormente envolvido em filmes baseados em textos de Dick, escreveu uma peça confusa, muitas vezes arbitrária e discutível quanto ao paradoxo do tempo, do correr contra o relógio.


Para complicar, o diretor neozelandês Lee Tamahori, um dos crispados donos da atual ação vertiginosa em Hollywood, adota aquela estrutura em que perseguições trepidantes comandadas por efeitos especiais desafiam qualquer lógica.

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Nicholas Cage, numa de suas versões menos interessantes, e Julianne Moore, em papel que dilui todas as possibilidades de passear seu talento, abrem espaço para que Jessica Biel assuma as rédeas e se torne o fator mais atrativo do argumento.


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