Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade

A comédia dramática 'Ela é a Poderosa' peca ao cometer equívocos

Carlos Eduardo Lourenço Jorge - Folha de Londrina
27 jul 2007 às 11:05

Compartilhar notícia

Divulgação
siga o Bonde no Google News!

Pode até ser que o filme se beneficie do farto noticiário policial divulgado nos últimos dias, detalhando a prisão (mais uma) da atriz Lindsay Lohan por dirigir embriagada em Los Angeles e por posse de cocaína, em reprise daquela velha novela ''jovem, rica e perdendo o controle''.

Pode até ser também que admiradores saudosistas e fiéis depositem seu rico dinheirinho - em Londrina já são R$ 14,00 a inteira nos multiplex - nas bilheterias por causa de Jane Fonda, que faz 70 em dezembro com cara e corpo de cinquentona - não fosse ela malhadora emérita.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Mas o fato é que este ''Ela é a Poderosa'', já lançados nas capitais e que agora chega a Londrina, é indefinido e nada palatável mix de comédia e drama em viés de análise comportamental, vertente família disfuncional.


Rachel (Lohan) é a adolescente de LA, promíscua, rebelde e cáustica que vai passar o verão em Idaho com a avó, Georgia (Fonda), deixando uma série de problemas em casa, inclusive a mãe alcoólatra (Felicity Huffman).


A garota sacode o marasmo mórmon da pequena cidade, e quando ela revela a um de seus novos amigos ter uma causa para seu comportamento (foi sexualmente abusada pelo padrasto), a mãe chega em busca da verdade. O encontro entre as três gerações vai proporcionar uma possibilidade de entendimento, não sem antes perceberem as próprias feridas.


O problema central de ''Ela é a Poderosa'' é a ausência de tom, o que denota a debilidade de Garry Marshal na direção, alguém que em outros tempos assinou produções bem calibradas entre comédia ligeira e elementos mais sérios Em momento algum esta ''dramédia'' se mostra competente para conciliar melodrama e humor, apesar dos talentos envolvidos - a referencia é somente a Fonda e Huffman.

Cadastre-se em nossa newsletter

Por falar em Jane Fonda: nem de longe o filme faz justiça ao poder - agora sim, de verdade - que a atriz demonstrou há dois meses durante o Festival de Cannes. Bela, cativante, charmosa e elegante, a eterna Barbarella não merecia papéis como aquele de sogra de Jennifer Lopez ou este de mãe e avó em filme de tão baixa qualidade.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas