País do Desejo, do diretor Paulo Caldas, promete causar polêmica entre os espectadores mais religiosos. Tudo graças à trama do longa, que apresenta um padre que defende o aborto e abandona a batina após se apaixonar por uma pianista.
Vivido pelo ator Fábio Assunção, o clérigo acredita que o aborto, em alguns casos específicos, deve ser utilizado. No desenrolar da história, ele acaba conhecendo uma pianista - interpretada por Maria Padilha - que sofre com um problema nos rins e acaba se apaixonando por ela.
Em entrevista coletiva durante o Festival de Gramado, Caldas não fez qualquer ressalva ao afirmar que a ideia da película também é provocar deliberadamente a Igreja Católica. "Nos meus filmes eu sempre procuro alguma forma de provocação, como provocar as instituições. E a igreja é uma delas", disse o diretor ao portal Terra.
A película fez sua estreia oficial no País na última segunda-feira (8), dentro da mostra promovida pelo festival gaúcho.