O 1º Open Internacional Pan-Americano de Parabadminton teminou nesta quinta-feira (23), no Ginásio Moringão, em Londrina, consolidando-se como um marco para a modalidade no Paraná. Em quatro dias de competição, o evento, promovido pelo Ilece (Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais) reuniu atletas de diferentes estados do Brasil e até mesmo do exterior.
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- Moringão recebe atletas de elite para o Open Internacional de Parabadminton
Na cerimônia de encerramento, 30 atletas foram premiados. Alguns deles subiram ao pódio mais de uma vez, já que disputaram diferentes categorias da competição.
O parabadminton é dividido em oito categorias: seis destinadas a pessoas com deficiência física, andantes ou cadeirantes, uma para atletas com deficiência intelectual e outra para atletas com síndrome de Down. Além disso, as disputas são organizadas em diferentes provas, como simples (individual), duplas do mesmo gênero e duplas mistas, reunindo atletas homens e mulheres.
Para a diretora do Ilece Cafezal, Sueli Melhado, o campeonato representou muito mais do que uma competição esportiva. “Foi uma conquista dos nossos alunos. Trabalhamos muito essa questão da superação. Eles convivem com bullying e discriminação e, aqui, tiveram um momento de visibilidade, criaram uma identidade. Foi muito gratificante ver também a participação das famílias. Para o Ilece, foi um momento de reafirmar nosso compromisso com a autonomia, a independência e a valorização dessas pessoas”, ressaltou.
Questionada sobre uma nova edição do torneio, Sueli foi direta: “Pretendemos, sim. Queremos muito realizar um segundo Open.”
O professor de Educação Física do Ilece e treinador de parabadminton, Edmundo Novais, afirmou que o evento superou todas as expectativas. “A organização foi excelente, a divulgação foi ótima e a cobertura da imprensa também. Acredito que o evento alcançou todo o Paraná e fez com que o parabadminton fosse conhecido por muito mais pessoas. Quem não veio perdeu um excelente campeonato”, avaliou.
Segundo ele, a realização de uma nova edição depende principalmente da captação de recursos. “Conseguindo patrocinador, estaremos sempre dispostos a fazer um segundo Open.” Novais também destacou o desempenho dos atletas do Ilece. “Foi maravilhoso. Os alunos vieram acompanhados das famílias e permaneceram durante os quatro dias de competição, dando o melhor de si nas quadras. Foi muito gratificante acompanhar essa participação”, destacou.
O presidente da CBDI (Confederação Brasileira de Desporto para Deficientes Intelectuais), Edson Luiz Martinussi, atribuiu nota máxima à organização. “Foi tudo muito bem organizado, com grande envolvimento dos atletas, familiares, equipes, técnicos e arbitragem. Dou uma avaliação excelente”, disse.
Martinussi ressaltou ainda a importância do esporte para as pessoas com deficiência. “O esporte representa autonomia, mostra o potencial dos atletas e reforça sua inclusão na sociedade. É extremamente importante para todos eles”, elencou.
Representando a Federação Paranaense de Badminton, o árbitro-geral da competição, Welton Gustavo de Souza Pintor, destacou a relevância do torneio para o desenvolvimento da modalidade. “Foi muito importante realizar a primeira competição internacional de parabadminton no Paraná, especialmente em Londrina. Isso amplia a divulgação do esporte, fortalece seu crescimento e aumenta a visibilidade da modalidade”, afirmou.
Segundo ele, o parabadminton vive um momento de expansão no país. “A modalidade cresceu muito nos últimos anos. O Brasil possui atletas da seleção nacional muito bem posicionados no ranking internacional e já conquistou medalha paralímpica com o curitibano Vitor Tavares. Isso tem dado cada vez mais visibilidade ao esporte”, citou.
Welton também ressaltou o protagonismo do Estado. “Hoje o Paraná é referência no parabadminton. Temos atletas da seleção brasileira e o primeiro medalhista paralímpico da modalidade. Curitiba e Londrina têm desempenhado um papel importante nesse desenvolvimento”, concluiu.