Por decisão dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, o prefeito de Apucarana, Valter Pegorer (PFL), terá que responder a ação penal, por descumprimento de lei federal. Ele foi denunciado criminalmente pelo Ministério Público por contratação de empréstimos, através de Antecipação de Receita Orçamentária (ARO), deixando saldo devedor ultrapassando o período de seu mandato. A irregularidade ocorreu ao final de seu primeiro mandato como prefeito de Apucarana (1993/1996).
No encaminhamento da ação, Pegorer já havia sido condenado, tendo como pena a execução de serviços comunitários. Ele recorreu, obtendo um efeito suspensivo, que na última sexta-feira foi derrubado no TJ. O processo retornará agora à estaca zero, iniciando-se novamente, a partir da Vara Criminal da Comarca de Apucarana, onde o juiz terá um prazo de 60 dias para ouvir o prefeito.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
As operações financeiras que são alvo desta ação foram contratadas em 1995 por Pegorer junto aos bancos Santos e Itamaraty, num total de R$ 4 milhões. Ao final de seu mandato, conforme ele próprio reconhece, o município não tinha recursos para pagar o saldo à vista. Na época, ele optou por renegociar e parcelar a dívida, ficando o saldo devedor para as próximas administrações.
* Leia mais em reportagem de Maurício Borges na Folha de Londrina/Folha do Paraná deste domingo