Polícia

Suspeitos de furto a joalheria em shopping de Londrina são presos em Goiás

11 mar 2026 às 12:52

Um trabalho conjunto entre a PCPR (Polícia Civil do Paraná) e as polícias Civil e Militar de Goiânia e Distrito Federal culminou com a prisão, nesta terça-feira (10), de dois suspeitos de participação no assalto a uma joalheria no Aurora Shopping, em Londrina, no dia 17 de fevereiro. Segundo o delegado Magno Miranda, responsável pelas investigações, os detidos integravam uma quadrilha especializada em roubo de joias com atuação nacional.


Os homens, contra quem a PCPR conseguiu mandados de prisão e estavam foragidos, foram presos na em Santo Antônio do Descoberto (GO) e Águas Quentes (DF). Um terceiro suspeito, irmão de um dos detidos, morreu em confronto com equipes policiais no DF ao resistir à abordagem. Com ele, foram apreendidos uma pistola, oito quilos de skunk, um veículo e uma motocicleta.



O suspeito de executar o crime já cumpria pena de 38 anos por condenações como homicídio, furto e violência doméstica. “Ele cumpriu parte da pena e foi colocado em regime semiaberto. Na verdade, nem poderia sair da comarca, o que mostra falta de temor das leis”, diz o delegado.


De acordo com Miranda, as joias furtadas em Londrina não foram recuperadas. Durante as prisões, também foram apreendidos celulares, que passarão por perícia para auxiliar nas investigações de outros possíveis crimes da quadrilha e no paradeiro do material levado do shopping.



A quadrilha, especializada neste tipo de crime, é sediada em Santo Antônio do Descoberto, no entorno de Brasília. Entretanto, há registro de atuação dos membros da organização em Arapiraca (AL), Jaraguá do Sul (SC), São Luís (MA), Maringá (PR), Criciúma (SC), Anápolis (GO), Brasília (DF), Chapecó (SC), Joinville (SC), Salvador (BA) e Goiânia (GO).


“Eles vendem as joias e estavam com dinheiro, postando fotos com bolos de notas. Eles vão a locais de diversão, como pesqueiro, e vivem assim, por bastante tempo sem trabalhar, aproveitando”, afirma Miranda. 


Furto em Londrina


As investigações demonstram que os dois suspeitos chegaram em Londrina no dia 15 de fevereiro e se hospedaram em um hotel. A partir de então, passaram a monitorar o local de furto.


No dia 16, o executor do crime permaneceu dentro do centro de compras após o encerramento das atividades e, após as 23h, depois que a funcionária de uma loja de calçados ao lado da joalheria fechou o estabelecimento, o suspeito anulou o sistema de alarme e entrou. Miranda acredita que o sistema de alarme da loja tenha sido clonado.


Do estabelecimento de sapatos,o investigado levou cerca de R$ 2 mil. A partir dali, abriu um buraco na parede para ter acesso à joalheria. Miranda afirma que o alarme chegou a disparar e ele permaneceu escondido das câmeras até a desativação. Cerca de cinco horas após a invasão da primeira loja, por volta das 4h do dia 17, o suspeito arrombou o cofre e conseguiu acesso às joias. 


Após o furto, o investigado ainda permaneceu dentro do shopping até por volta das 7h. Segundo a polícia, ele entrou em uma área operacional interna, de onde acessou dutos pelos quais conseguiu sair do centro de compras. “Foi quando quebrou o pé, ao cair de um lugar alto”, diz Miranda. Porém, ele não procurou socorro em Londrina - o suspeito foi atendido em um hospital de Maringá (Noroeste), onde foi remediado para dor e fugiu.



Durante a ação, a face descoberta do suspeito foi registrada pelo sistema de monitoramento da joalheria, o que facilitou o processo de identificação e rastreamento dos passos. A partir das imagens, foi possível obter informações sobre o local de hospedagem, a presença dentro do shopping para planejar a ação e até os deslocamentos por aplicativos de transporte.


“O indivíduo nem se preocupou em cobrir o rosto, desacreditando no trabalho da polícia, por estar em outro Estado. Mas, esse trabalho de cooperação interestadual entre as forças de segurança foi de fundamental importância para o resultado”, diz o delegado de Londrina.

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