A Polícia Civil de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) deflagrou a operação “Hidra” e fez ao menos três prisões ligadas a uma série de furtos de hidrômetros registrados na cidade ao longo dos últimos meses. Segundo a corporação, as investigações começaram em janeiro de 2026, após o aumento expressivo de boletins de ocorrência relacionados ao crime, principalmente na região central.
De acordo com a polícia, os furtos apresentavam características semelhantes, indicando atuação organizada e reiterada dos suspeitos. Os crimes eram praticados, na maioria das vezes, durante a madrugada ou em horários de pouco movimento, tendo como alvo imóveis em regiões ermas, terrenos vazios, construções, casas desocupadas e locais sem monitoramento por câmeras.
As investigações apontaram ainda que os criminosos buscavam evitar filmagens e reconhecimento, escolhendo vias menos movimentadas e áreas com pouca iluminação pública. A Polícia Civil identificou concentração maior de casos em bairros como Centro, Residencial Frangão e Beltrão Park. Em algumas situações, o mesmo imóvel foi alvo de novos furtos poucos dias após a reposição do hidrômetro pela vítima ou pelo Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto).
A primeira prisão relacionada ao caso ocorreu no dia 12 de maio, na avenida dos Estudantes. Já a segunda aconteceu na noite de terça-feira (12), na rua Ronat Walter Sodré, na região central da cidade, quando um homem de 21 anos foi preso suspeito de envolvimento nos crimes.
PREJUÍZO DE R$ 15 MIL
Durante interrogatório, um dos investigados, de 37 anos, confessou ter participado de pelo menos 15 furtos de hidrômetros, embora tenha negado ligação com todos os casos apurados pela polícia. Segundo a investigação, ele é dependente químico e utilizava os equipamentos furtados para revenda em ferros-velhos, trocando o material por dinheiro para compra de drogas.
Conforme a Polícia Civil, o volume de furtos gerou preocupação até mesmo sobre possível falta de hidrômetros para reposição pelo Samae, diante da alta demanda por atendimentos emergenciais. O prejuízo estimado à autarquia ultrapassa R$ 15 mil apenas em manutenção da rede pública e substituição dos equipamentos furtados.
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