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Briga por corrente

Suspeitos dão detalhes à Polícia Civil sobre latrocínio de empresário em Londrina

Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde
09 jan 2026 às 15:54

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Foto: imagem cedida Ludierry/ Plantão Policial
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A Polícia Civil detalhou nesta sexta-feira (9) a dinâmica do crime que terminou com a morte do empresário Cássio Aparecido Lopez Aranda, 46 anos, cujo corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma residência no Residencial do Café, na Zona Norte Londrina, na tarde de quinta (8). Segundo o delegado Mozart Rocha Gonçalves, responsável pela investigação, a vítima foi atraída ao local para uma suposta negociação de ouro e acabou assassinada durante uma discussão.


De acordo com o delegado, a investigação começou ainda na madrugada do dia 8, após o irmão de Cássio registrar um boletim de ocorrência relatando o desaparecimento. No registro, constava que o empresário atuava na compra e venda de joias e ouro, informação que orientou as primeiras diligências da polícia.

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Durante a apuração inicial, os investigadores identificaram uma transferência bancária feita da conta utilizada pela vítima para comercialização de joias para a conta de Herick Rubio de Abreu, um dos suspeitos. A partir disso, as equipes se deslocaram até a residência de Herick, onde encontraram, nas proximidades, o veículo de Cássio, indicando que ele havia ido ao local para a negociação.


No imóvel, vizinhos relataram uma movimentação suspeita, com dois homens entrando rapidamente na casa. Ao entrarem na residência, os policiais flagraram Abreu e Natanael Felipe do Nascimento, que tentaram fugir, mas foram detidos. Em um primeiro momento, ambos negaram envolvimento no crime e não souberam explicar a origem da transferência bancária.


No entanto, durante a vistoria no quintal, um dos agentes percebeu que uma piscina havia sido coberta com terra recentemente remexida, além da presença de ferramentas como pá e picareta. Ao escavar o local, foi localizado um membro humano, confirmando a existência de um corpo enterrado.


Diante da descoberta, os suspeitos passaram a indicar a participação de um terceiro envolvido, Otacílio Otávio Romero Aquino, apontado como responsável direto pela agressão que levou à morte da vítima. Com apoio da Guarda Municipal, a Polícia Civil localizou Otacílio em sua residência e também o prendeu em flagrante.


Divulgação/Polícia Civil

Versões sobre a execução


Segundo o delegado Mozart Rocha Gonçalves, os depoimentos apresentam divergências quanto à execução do crime. Inicialmente, Abreu e Nascimento afirmaram que Aquino teria desferido um golpe de martelo na cabeça de Aranda. Posteriormente, Nascimento relatou que Abreu também teria participação direta, asfixiando a vítima com um pano no pescoço, enquanto Aquino executava o golpe contundente.


Ainda conforme os interrogatórios, Abreu e Nascimento admitiram que enterraram o corpo de Cássio no quintal da residência. Eles relataram que Otacílio foi quem negociou as peças de ouro e atraiu a vítima até o imóvel, onde ocorreu a discussão que culminou na agressão fatal.


Otacílio, por sua vez, negou qualquer relação prévia com a vítima, afirmou que não participou de negociação de joias e disse que não estava na residência no momento do crime.


A polícia apurou que a motivação do crime estaria ligada a uma discussão envolvendo uma corrente de ouro. Segundo Nascimento, ele ouviu a briga entre Aranda, Aquino e Abreu enquanto estava no andar superior da casa. A discussão teria sido motivada pela venda da corrente, o que teria desencadeado o confronto físico.


Uma corrente foi entregue posteriormente à polícia pela mãe de Abreu, moradora do imóvel, mas ainda não há confirmação se o objeto é, de fato, de ouro ou se corresponde à peça citada nos depoimentos. Outras oitivas ainda serão feitas para esclarecer esse ponto.


Crimes e investigação


Os três suspeitos se conheciam. Abreu e Aquino trabalhavam juntos em uma empresa de instalação de pisos há cerca de três meses. De acordo com o delegado, Abreu possui passagem por consumo de drogas, Nascimento tinha um mandado de prisão por pensão alimentícia e responde por tráfico de drogas e Aquino responde por furto qualificado em São José do Rio Preto (SP).


Todos foram autuados por latrocínio, que é o roubo com resultado morte, crime cuja pena varia de 20 a 30 anos de prisão, além de ocultação de cadáver, que prevê pena de 1 a 3 anos.

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A Polícia Civil agora aguarda os laudos periciais do Instituto de Criminalística. Foram recolhidos impressões digitais, o martelo que pode ter sido usado no crime e outros objetos encontrados no local. Os celulares dos envolvidos também passarão por perícia. A investigação segue para esclarecer a autoria exata da execução e concluir o inquérito.


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