A Polícia Civil entregou nesta terça-feira ao Ministério Público o inquérito com 150 páginas contra o médico pediatra Silas de Mello Bruder, 51 anos, pelos crimes de atentado violento ao pudor, rapto e atos obscenos. O inquérito reúne o depoimento de 17 pessoas, vítimas de abusos sexuais praticados pelo pediatra preso em flagrante no dia 27 do mês passado.
Das 17 pessoas ouvidas, nove são crianças e adolescentes do bairro Santa Felicidade, três são ex-pacientes e outras cinco foram incluídas por tentativa de abuso sexual. No relatório de conclusão do inquérito, a polícia pede para que a Justiça mantenha a prisão do pediatra. O MP tem cinco dias para pedir novas investigações ou oferecer a denúncia criminal.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
A defesa de Bruder tenta na Justiça um pedido de relaxamento da prisão. Por duas ocasiões, o pediatra confessou informalmente os crimes para dois delegados do comando da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP). Segundo o delegado-adjunto da 9ª SDP, Nilson Rodrigues da Silva, Bruder foi orientado para não confessar porque para os advogados é mais díficil defender um réu confesso. O delegado-adjunto disse também que as provas do inquérito são contundentes e suficientes para demonstrar os crimes cometidos pelo pediatra.
Bruder foi preso quando estava no carro com duas meninas, uma de 11 e outra de 12 anos de idade. Elas contaram que o pediatra iria pagar por um programa de sexo oral e masturbação. A polícia chegou até o pediatra depois da denúncia da mãe de um adolescente excepcional de 16 anos. O pediatra teria pago o adolescente por diversas vezes para fazer sexo. Bruder é pastor, pertence a uma família tradicional da cidade e até o ano passado era chefe da 15ª Regional de Saúde de Maringá.