A Polícia Civil de Londrina aguarda a apresentação do motorista envolvido em um acidente que levou à morte de um motociclista na Avenida Juvenal Pietraroia, no bairro Colúmbia, na Zona Oeste de Londrina, na tarde desta segunda-feira (9). O condutor não ficou no local para prestar socorro, mas deve se apresentar durante a semana para dar depoimento, disse na manhã desta terça (10) o delegado Edgar Soriani.
Imagens de câmeras de segurança sob análise da Polícia Civil indicam que o veículo teria avançado sobre a preferencial e atingido a motocicleta conduzida por Jackson Pedro da Silva, de 23 anos. De acordo com o delegado, o condutor desce do veículo para verificar a situação e volta correndo para o carro, deixando o local em seguida. "Não sei o que ele passou [para fugir dali], se ele tinha ingerido bebida alcoólica momentos antes, se o carro teria alguma restrição administrativa, se ele não é habilitado", elenca Soriani.
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Na manhã desta terça, um advogado que representa o condutor entrou em contato com a Polícia Civil e disse que ele está à disposição para ser ouvido. "O procedimento de praxe é primeiro ouvir os policiais, recolher o maior número de elementos possíveis para fazer um interrogatório munido de provas que possam contestar a versão apresentada. Às vezes, a oitiva tem que ser refeita porque a versão apresentada pelo condutor não coaduna com as provas produzidas nos autos. Mas, como já há boa fé do condutor em se apresentar, vamos, o quanto antes fazer, a sua oitiva", diz o delegado.
Fuga do local
Soriani também alerta que deixar o local do acidnete é um crime grave que pode caracterizar fuga ou omissão do socorro. "Às vezes, dependendo da situação, quando começa a aglomerar muita gente, acaba havendo a possibilidade de linchamento. Mas, caso o motorista alegue esse fato, ele poderia pegar o carro e se dirigir até uma central ou um plantão policial para reportar esse fato e se entregar", orienta.
Mesmo assim, o delegado reforça que o procedimento não é a norma, porque a retirada do veículo também prejudica a produção de provas, como o ponto do impacto ou existência de frenagem, por exemplo. "Às vezes, a ocorrência do crime em si é algo relativamente grave, mas a fuga ou a omissão de socorro é um aumento na pena. Isso é considerado por juiz no momento da aferição da pena. Dependendo das circunstâncias, a culpa do acidente é exclusiva da vítima, mas, por medo de retaliação, [o envolvido] acaba se evadindo. Aí ele responde por um crime autônomo, porque ele não teve, em tese, culpa do acidente", explica.