Uma mulher indígena foi internada em estado grave na Santa Casa de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) após dar entrada no hospital com lesões severas na região íntima, na madrugada de domingo (4). O caso mobilizou a PM (Polícia Militar) e resultou na prisão de um homem que acompanhava a vítima na unidade de saúde.
De acordo com a PM, a equipe foi acionada após a equipe médica identificar sinais de lesão corporal grave. A vítima chegou ao hospital desorientada, com indícios de embriaguez e apresentando sangramento intenso, sendo imediatamente encaminhada para procedimento cirúrgico de emergência.
Segundo relato de profissionais de enfermagem, a mulher alternava a fala entre o português e o idioma indígena, o que dificultou a compreensão dos fatos que teriam provocado os ferimentos. Inicialmente, havia a suspeita de aborto, mas após avaliação médica detalhada, foi constatado que as lesões eram compatíveis com ferimento causado por objeto perfurocortante, como faca ou instrumento similar.
O médico responsável informou à polícia que foi necessária uma cirurgia imediata para contenção do sangramento e reconstrução da região afetada. A paciente permanece em observação médica.
Na sala de espera do hospital, um homem que acompanhava a vítima apresentou vestígios de sangue nas roupas e no corpo. Questionado pelos policiais, ele afirmou que a mulher já apresentava sangramento ao procurá-lo e negou ter mantido relação sexual com ela, alegando ainda que outro homem teria estado com a vítima anteriormente.
Durante a abordagem, os policiais constataram grande quantidade de sangue na região íntima do suspeito e em suas vestimentas. Em consulta aos sistemas policiais, também foram identificados registros anteriores de ocorrências de violência envolvendo o mesmo homem e a vítima.
Diante dos indícios levantados no local, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde o caso foi apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis. A ocorrência é investigada como lesão corporal grave no contexto de violência doméstica e familiar, além de possível crime sexual.