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Uso de bombas

MP vai investigar ação da Polícia Civil na Cracolândia

Agência Brasil
25 jan 2014 às 16:49

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Reprodução
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O Ministério Público paulista instaurou inquérito para apurar se houve excessos na ação da Polícia Civil na região da Cracolândia, ocorrida na última quinta-feira (23). Agentes do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) usaram bombas de gás lacrimogêneo contra os usuários de drogas, provocando correria nas ruas do centro, onde eles estavam aglomerados. Cerca de 30 pessoas foram presas, das quais quatro, segundo a polícia, são acusadas de tráfico de drogas.

Os promotores consideram que deve ser estendida para a Polícia Civil a decisão judicial que proibiu a Polícia Militar (PM) de empregar ações "vexatórias, degradantes ou desrespeitosas" contra os dependentes. A medida foi resultado de outra ação do Ministério Público que questionava a operação conjunta da gestão anterior da prefeitura e do governo estadual. No início de 2012, a PM tentou retirar os dependentes das ruas do centro paulistano.

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A prefeitura de São Paulo avaliou que a ação do Denarc poderia comprometer o Programa Braços Abertos, lançado no dia 14, para atender a dependentes químicos da região. "A prefeitura repudia esse tipo de intervenção, que fez uso de balas de borracha e bombas de efeito moral contra uma multidão formada por trabalhadores, agentes públicos de saúde e assistência e pessoas em situação de rua, miséria, exclusão social e grave dependência química", ressalta o comunicado.


O programa acolhe dependentes químicos em hotéis da região central e oferece uma bolsa para que eles trabalhem no serviço de limpeza de ruas, calçadas e praças no centro da cidade. Cada usuário recebe um salário mínimo e meio, que inclui os gastos com alimentação, hospedagem, além de R$ 15 por dia de trabalho. Os dependentes foram retirados da favela instalada na Alameda Dino Bueno.

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Para a diretora do Denarc, Elaine Biasoli, a operação ocorreu dentro da legalidade. Ela relatou que os policiais, com viatura descaracterizada e à paisana, foram à Cracolândia para prender um traficante, mas foram recebidos com agressão. "Foram recebidos a pauladas, quebraram a viatura, feriram o policial, aí foi pedido reforço. E nós mandamos o reforço para concretizar a prisão", disse.


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