A 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã (Regtião Metropolitana de Londrina), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Londrina, cumpriu na manhã desta quinta-feira (8) quatro mandados de busca e apreensão na Operação Miragem, que investiga crimes relacionados a loteamento sem autorização.
Também são investigados, no âmbito da operação, a instalação de atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental e crimes correlatos, como falsidade ideológica. As medidas judiciais foram cumpridas duas empresas e duas residências vinculadas ao investigado, todos com endereço em Londrina.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, expedidas pela Vara Criminal de Ibiporã, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos, e o investigado foi preso em flagrante por porte ilegal de munição. O material apreendido será periciado e deverá auxiliar na continuidade das investigações.
Investigações
Segundo apurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, foi formado no município um loteamento irregular com área de 68.100 m², subdividida em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, em desacordo com o módulo rural mínimo de 20.000 m². Para evitar o comércio irregular dos terrenos, o MPPR acionou a Justiça e obteve uma liminar em 10 de outubro de 2025.
No entanto, um dia antes da decisão que proibia o recebimento de valores dos compradores, o investigado criou uma nova empresa em nome de sua irmã e orientou os adquirentes a pagarem as parcelas via Pix para uma nova conta, alegando “instabilidade no sistema”.
Além disso, mesmo ciente da interdição judicial, ofereceu descontos de 15% para quitação antecipada dos lotes, visando captar recursos rapidamente antes de um possível bloqueio
Também é apurada a possível ocultação de provas, uma vez que o investigado descumpriu a ordem de apresentar em juízo a íntegra de todos os contratos de compra e venda. Para isso, alegou inicialmente proteção de dados (com base na Lei Geral de Proteção de Dados) e, posteriormente, afirmou que todos os contratos foram perdidos devido à “corrosão do disco rígido” de seu computador.