A PM (Polícia Militar) apreendeu medicamentos ilegais e prendeu uma mulher em flagrante na tarde desta quinta-feira (29), em Londrina. Segundo a polícia, foram apreendidas com ela diversas doses de uma substância identificada como “Tir C” (Tirzepatida), princípio ativo do Mounjaro, conhecido popularmente por permitir a perda de peso em pouco tempo. Há indícios de que o produto tenha entrado ilegalmente no Brasil pela fronteira com o Paraguai.
A localização da suspeita foi possível após trabalho do Serviço de Inteligência do 5º BPM (Batalhão da Polícia Militar), que recebeu e analisou denúncias anônimas sobre a venda irregular do medicamento. As informações apontaram que a mulher oferecia o produto sem qualquer controle sanitário e sem exigência de prescrição médica.
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De acordo com a PM, o medicamento apreendido não possui registro ou autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercialização no Brasil, o que torna sua importação e venda proibidas. A PM alerta ainda que o uso de medicamentos clandestinos representa risco grave à saúde, já que esse tipo de substância exige condições específicas de armazenamento e procedência controlada, sob risco de reações adversas e contaminação.
A mulher foi encaminhada, junto com o material apreendido, à Central de Flagrantes da 10ª Subdivisão Policial, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante e realizados os demais procedimentos.
Proibição da Anvisa
Anvisa determinou, em 21 de janeiro, a apreensão e proibição do Tirzepatida das marcas Synedica e TG. A medida vale também para o Retatrutida de todas as marcas e lotes. Diante disso estes produtos não podem ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e usados.
Os produtos foram fabricados por empresas desconhecidas e estão sendo anunciados e vendidos através de perfis no Instagram sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa.
Por se tratar de produtos irregulares de origem desconhecida, não há nenhuma garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade. Por isso, não devem ser usados em nenhuma hipótese.
Os profissionais de saúde ou pacientes que identificarem os produtos das marcas e lote citados, podem entrar em contato com a Agência, pelos Canais de Atendimento, ou com a Vigilância Sanitária (Visa) local, por meio dos canais disponíveis para consulta no portal da Anvisa.