Em julgamento realizado no Tribunal do Júri em Matelândia, no Oeste do Estado, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná foi condenado a 20 anos e 1 mês de reclusão por homicídio qualificado cometido em 1º de janeiro de 2022. A vítima, um homem que trabalhava com o agressor, foi espancada até a morte.
Conforme a denúncia do MPPR, os dois voltavam de uma confraternização de réveillon na empresa onde trabalhavam, em uma moto pilotada pelo denunciado. A propósito de um desentendimento, o denunciado atacou o colega na rua, derrubando-o e atingindo-o com socos, chutes e outros golpes, utilizando até o capacete que usava para bater nele. Depois, chegou a invadir a casa de testemunhas – algumas delas tentaram intervir para impedir a agressão –, ameaçando-as de morte e declarando que seria “integrante de facção”.
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Os jurados acataram na íntegra as teses do Ministério Público, considerando como qualificadora o emprego de meio cruel (pela multiplicidade de golpes desferidos contra a vítima e o intenso sofrimento a ela causado). O sentenciado já se encontrava preso preventivamente e permanecerá detido, sem o direito de recorrer em liberdade.