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Organização criminosa

Gaeco investiga policial civil afastado por possível contrabando de medicamentos emagrecedores

Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde
06 fev 2026 às 15:49

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Dvulgação/MPPR
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Um policial civil de Londrina afastado de suas funções e uma mulher foram presos temporariamente na manhã desta sxta-feira (6) por suposto envolvimento em um esquema de importação e venda ilegal de medicamentos oriundos do Paraguai. Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o policial teria utilizado identificação falsa e possível uso de arma para retirar a carga, que estava retida na garagem da companhia de ônibus.


As prisões ocorreram no âmbito a Operação Off-Label, deflagrada para apurar a conduta do policial afastado e de possível comércio ilegal de medicamentos. A operação contou com o apoio da Polícia Civil e da Corregedoria Geral da Polícia Civil.

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São investigados os possíveis crimes de associação criminosa armada, roubo qualificado por uso de arma de fogo e distribuição e venda ilegais de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. As ordens judiciais, duas de prisão e nove de busca e apreensão, foram cumpridas em Londrina e Foz do Iguaçu (PR) e em Bragança Paulista (SP).


CONFIRA IMAGENS DA OPERAÇÃO


Segundo Ricardo Jorge Rocha Pereira Filho, delegado do Gaeco, os medicamentos foram abandonados por uma passageira quando, ao chegar em Londrina, deparou-se com uma operação de fiscalização do BPFron (Batalhão de Polícia de Fronteira), em 27 de janeiro. “A investigada, que foi presa hoje [sexta], vê a fiscalização e esconde o pacote dentro do estofado da poltrona 23 desse ônibus. Agora apuramos que tratava-se de medicamentos para emagrecimento proibidos aqui no Brasil, por normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, conta o delegado.


No mesmo dia, a mulher retorna à garagem da companhia, afirmando que o filho deixou cair na poltrona uma corrente de ouro e pedindo autorização para revistar. Por normas de segurança, o acesso não foi autorizado. Ela, então, teria admitido que havia deixado no banco os medicamentos - ampolas para utilização com as chamadas canetas emagrecedoras - e chegou a oferecer valores, entre R$ 500 e R$ 1 mil, para recuperá-las. “Eles não entregam o pacote e vale frisar e elogiar a postura desses funcionários, que mostraram a correção na conduta”, afirma Pereira. Ainda segundo ele, a expectativa dos funcionários era justamente entregar a carga para a polícia.


Entretanto, no dia 28 de janeiro, o policial afastado se apresentou com um documento de identificação possivelmente falso, alegando que a carga de medicamentos estava sendo rastreada pela Polícia Civil como produto de contrabando e que seria confiscada. O investigado já estava afastado de suas funções por conta de outro inquérito adminstrativo e sua carteira funcional, apreendida pela corregedoria.


Após uma longa conversa com o oficial da empresa, o policial deixa o local com os medicamentos ilegais,mas a conduta alertou o funcionário. “Ele não deixou nenhum papel, não comprovou que estava ali em exercício da função, não apresentou um ato de apreensão, que demonstrasse que ele fez essa apreensão legítima. Então, é registrado com um boletim de ocorrência”, conta Pereira.


Com o auxílio da 10ª SDP (Subdivisão da Polícia Civil) e da Corregedoria, foram identificados os investigados e deflagrada a operação, com a apreensão de mais de cem ampolas de medicamentos proibidos de marcas como TG, Synedica e Retratutide. Também foi identificado que o pagamento da viagem da investigada partiu de Bragança Paulista, indicando que pode se tratar de uma organização criminosa que atua neste ramo.

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O coordenador do Gaeco em Londrina, Jorge Barreto, afirma que, a partir das apreensões, serão analisados os celulares para tentar identificar o tamanho da organização.


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