O Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Maringá vai exigir mais rigor da prefeitura na liberação de festas particulares na cidade.
De acordo com o presidente do sindicato, Hugo César Furlan, a intenção não é fiscalizar os atos da administração municipal, mas defender as empresas que contribuem com o município. Segundo ele, está havendo em Maringá uma concorrência desleal entre os promotores de festas e empresas que atuam no setor. "As empresas têm compromisso com o desenvolvimento da cidade, porque geram empregos e recolhem seus impostos em dia, o que não acontece com esses grupos de pessoas físicas que organizam as festas sem qualquer tipo de encargo", compara.
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O sindicato, conforme Furlan, entrou com pedido de liminar contra uma festa realizada no último dia 14. "O juiz não concedeu a liminar alegando que o pedido foi tardio e haveria prejuízos tanto para os promotores como para quem adquiriu os convites. Eu concordei com ele", lamentou Furlan. Apesar da derrota, ele disse que o sindicato vai ficar atento a todos os eventos divulgados na cidade. "Na próxima festa tomaremos todas as medidas com antecedência", advertiu.
A festa promovida dia 14, no Maringá Clube, foi a gota d’água para o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares. O secretário de Cultura, João Laércio Lopes, chegou a autorizar a festa no Teatro Calil Haddad, mas cinco dias antes do evento voltou atrás e proibiu o evento. O mais grave, de acordo com Furlan, é que o secretário intermediou a transferência do local da festa, solicitando à diretoria do Maringá Clube a cessão do salão social e da boate para os organizadores do evento. "Fiz a intermediação porque o cancelamento da festa no teatro foi decidido faltando poucos dias para a sua realização", justificou Lopes.
Segundo ele, foi a comunidade artística de Maringá que não aceitou a liberação do espaço do Calil Haddad. O secretário de Cultura não vê problemas em liberar os espaços públicos para festas particulares, mas afirmou que em função das manifestações contrárias, não irá mais liberar o teatro para esse tipo de evento. Ele também disse concordar com a iniciativa do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares. "Se o sindicato tem o conhecimento de que as festas são constantes, tudo bem. Mas se elas forem esporádicas, acho que não afetam muito as empresas."