O anúncio do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos poderão impor uma tarifa de 25% a países que mantiverem laços comerciais com o Irã gerou preocupação no setor produtivo brasileiro. Embora não seja um dos principais parceiros comerciais do Brasil, o país do Oriente Médio tem papel estratégico, sobretudo na importação de ureia, pistache e uvas secas.
A balança comercial é amplamente superavitária para o mercado brasileiro. Em 2025, o Brasil importou US$ 84,5 milhões do Irã, enquanto exportou US$ 2,9 bilhões, com destaque para soja e milho, que responderam por 87,2% das vendas ao país. Outros produtos comercializados incluem açúcares e itens de confeitaria, farelos de soja para alimentação animal e petróleo.
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“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos da América”, anunciou Trump em sua rede social. O Irã tem enfrentado protestos contra o regime de Teerã nos últimos dias, movimento apoiado pelo presidente norte-americano, que chegou a falar em intervenção no país.
A decisão de Trump, contudo, ainda não foi formalizada, e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá se manifestar oficialmente quando o decreto for publicado. Enquanto isso, o clima de incerteza preocupa o setor produtivo.
De acordo com Anderson Sartorelli, técnico do DTE (Departamento Técnico e Econômico) do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), qualquer instabilidade nas relações comerciais é considerada negativa e traz insegurança para o produtor.
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