A Receita Federal de Maringá, que atende 124 municípios das regiões Norte e Noroeste do Estado, investiga uma lista de quatro categorias profissionais e uma relação de prefeitos que sonegaram impostos nos últimos anos. Os devedores só foram identificados porque a nova legislação tributária permitiu à Receita Federal quebrar o sigilo bancário e acessar dados da movimentação financeira através da CPMF.
É a primeira vez que o órgão consegue verificar, com maior intensidade, as contas de grandes sonegadores entre pessoas físicas. As categorias são de médicos, advogados, dentistas e ruralistas. Já a dos prefeitos compreende os com mandatos atuais e da gestão anterior. ''Fizemos questão de fiscalizar o chefe do Executivo porque as demais categorias formam a sociedade de pessoas mais conhecidas de uma cidade e assim tentamos evitar movimentos políticos'', afirma o delegado da RF de Maringá, Décio Pialarissi.
Entre os prefeitos dos 124 municípios, 30 são omissos e não entregaram a última declaração de renda. O delegado citou o caso de um prefeito cuja declaração do ano passado foi de R$ 83 mil, mas a movimentação financeira ultrapassou R$ 4,6 milhões.
Os profissionais liberais também impressionaram a auditoria da RF. Em um dos casos, um advogado declarou uma renda média anual de R$ 9 mil nos últimos quatro anos, com uma movimentação, porém, de R$ 4,4 milhões. A fiscalização se concentrou na lista de contribuintes com movimentos acima de R$ 1 milhão.
* Leia mais em reportagem de Marta Medeiros na Folha do Paraná desta sexta-feira