Paraná

Operação da PCPR desarticula rede de tráfico com ações em Londrina e outros estados

24 jun 2026 às 14:53

Londrina está entre as cidades alvo de uma operação da PCPR (Polícia Civil do Paraná) que prendeu 27 pessoas nesta quarta-feira (24) em uma investigação sobre tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em 17 municípios de quatro estados e mobilizou mais de 200 policiais.


Foram cumpridos 25 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. Além de Londrina, as ordens judiciais foram executadas em cidades como Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte, Icaraíma e Cruzeiro do Oeste.


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A operação teve apoio da PMPR (Polícia Militar do Paraná), da PPPR (Polícia Penal do Paraná) e das polícias civis dos demais estados envolvidos.


Durante as diligências, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul. Os policiais também apreenderam cerca de R$ 30 mil e 10 mil guaranis paraguaios em espécie.


A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias de investigados apontados como integrantes dos núcleos de tráfico e lavagem de dinheiro da organização criminosa.


A investigação começou há aproximadamente três anos, após a apreensão de 1,1 tonelada de drogas em uma transportadora de Maringá. A ocorrência, realizada pela PCPR em conjunto com a Receita Federal, deu origem ao trabalho que culminou na operação desta quarta-feira.


Segundo o delegado Leandro Munin, os investigadores chegaram inicialmente a um grupo com atuação em Loanda. Com o avanço das apurações, foram identificados novos suspeitos e uma estrutura criminosa responsável pela produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira de recursos ligados ao tráfico.


De acordo com a Polícia Civil, a organização mantinha fornecedores e áreas de produção de drogas em Mato Grosso do Sul. Os entorpecentes eram levados ao Paraná por rotas que incluíam a travessia do Rio Paraná, principalmente na região de Icaraíma.


Os carregamentos eram armazenados em cidades do Noroeste paranaense antes de serem enviados para diferentes estados do país. A investigação aponta que caminhões, carros de passeio e até ônibus de linhas regulares eram utilizados no transporte da droga.


A apuração também identificou suspeitos ligados ao fornecimento de entorpecentes em São Paulo e à redistribuição da droga para a região Nordeste a partir do Rio Grande do Norte.


Além da estrutura operacional, o grupo mantinha um esquema financeiro voltado à movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico. Segundo a PCPR, contas bancárias de terceiros, empresas e pessoas interpostas eram utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiroOs presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.

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