O HUM (Hospital Universitário de Maringá), da UEM (Universidade Estadual de Maringá), conta com um Ambulatório de Neurologia, que atende pessoas com epilepsia. São atendidos, por semana, 10 pacientes com a doença - ao todo, os pacientes neurológicos são 18 por semana.
Atuam no Ambulatório do HUM dois neuropediatras, que trabalham em horários distintos, além de residentes e graduandos de medicina. “Além de ser um espaço de prestação de atendimento à população, é, também, um espaço de formação para os futuros médicos”, comenta a neuropediatra Ana Gabriela Strang, do DMD (Departamento de Medicina) da universidade.
A epilepsia é uma doença neurológica bastante comum, causada por fatores que podem ser hereditários ou não. No Brasil, dados do MS (Ministério da Saúde) apontam que uma em cada 100 pessoas é portadora da doença, que tem diferentes níveis e gradações. Cerca de 25% dos pacientes com epilepsia manifestam uma forma grave da doença, representada na maior parte dos casos por crises epilépticas, conhecidas como “convulsões”. A doença atinge cerca de 2 milhões de brasileiros.
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Nesta quarta-feira (26), é lembrado o Dia Internacional de Conscientização sobre a Epilepsia, data marcada para a reflexão sobre a doença, que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não é incapacitante. Com tratamento e monitoramento, os pacientes podem ter uma vida normal e, inclusive, ter uma vida profissional. Salvo algumas exceções - trabalhos em alturas, bombeiros, motoristas profissionais, entre outras - pacientes com epilepsia podem trabalhar normalmente.
A professora afirma que é crucial desmistificar a doença. “Ela assusta quem vê de cara, pois afeta um órgão muito precioso. No entanto, poucos casos são cirúrgicos. O paciente muitas vezes só trata com atendimento ambulatorial e remédios”, afirma. “É mais uma doença que acomete o sistema nervoso central e, com tratamento adequado, permite viver normalmente, com crises administradas”.
Segundo Strang, pacientes controlados podem retornar a cada 3 ou 4 meses para atendimento, que se reduz a uma manutenção do quadro. Já pacientes que estejam passando por momentos mais delicados, como períodos de crise ou troca de medicamentos ou de dosagem, devem comparecer com mais frequência.
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