Em assembléia realizada hoje (05/11) de manhã no Restaurante Universitário do campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), os servidores decidiram manter a greve que completa amanhã 50 dias. Hoje, o comando de greve distribuiu uma nota oficial repudiando a atitude do governo estadual de exigir o retorno às atividades em função do pagamento dos salários de setembro e outubro.
'O pagamento desses vencimentos não constitui prova de boa vontade ou de abertura de diálogo, mas simples obediência a determinações judiciais favoráveis ao movimento baseadas no direito de greve, garantido pela Constituição', diz um trecho da nota.
Com a greve da UEM, os comerciantes instalados nas imediações do campus universitário, começam a entrar em desespero pela falta de clientela. 'Estou amargando um prejuízo de seis mil por mês com despesas de água, luz, aluguel e funcionários', desabafa Clarice Fugisihima. Ela tem uma lanchonete na frente de um dos portões do campus que servia refeições diárias para os estudantes no almoço. À tarde e à noite o movimento era maior na venda de lanches e porções. ''Agora os estudantes sumiram e as vendas despencaram'', lamenta.
* Leia mais em reportagem de Lucinéia Parra na Folha de Londrina desta terça-feira