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No foco da CPI

Farmacêutica maringaense nega ter firmado contrato com Ministério da Saúde

Vitor Ogawa/Grupo FOLHA
29 jun 2021 às 09:03

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Antonio Cruz/Agência Brasil
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A empresa maringaense Belcher Farmacêutica do Brasil entrou no foco da CPI da Covid, após a assinatura de uma carta de intenções para a aquisição da vacina Convidecia, desenvolvida pela Cansino em conjunto com um instituto de pesquisa ligado aos militares chineses ao custo de 17 dólares por dose e por possível conexão da empresa com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Se o contrato fosse assinado e cumprido integralmente, resultaria na aquisição de 60 milhões de doses, geraria uma fatura próxima a R$ 5,2 bilhões e seria a mais cara entre todas as vacinas, se comparada às outras adquiridas pelo Programa de Imunização do Ministério da Saúde.


A Belcher Farmacêutica foi alvo da operação "Falso Negativo" e é suspeita de fazer parte de um suposto esquema que superfaturou testes de coronavírus adquiridos pelo governo do Distrito Federal. Um dos sócios da empresa, Emanuel Ramalho Cattori, foi contatado pela reportagem da FOLHA, mas não se manifestou sobre as supostas relações da farmacêutica com Ricardo Barros.

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