Paraná

Estudantes ignoram lei e praticam trote

05 mar 2001 às 19:42

Uma lei municipal e o esforço de um grupo de professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) não foram suficientes para minimizar os efeitos do trote aos calouros da instituição. Grande parte dos mais de 1,3 mil novos alunos se sujeitaram às brincadeiras violentas e de mau gosto promovidas pelos acadêmicos durante a recepção feita hoje (05/03) aos estudantes.

Os calouros foram submetidos ao contrangimento de andar descalços, sujos de lama, com roupas íntimas do lado de fora, rostos pintados e cabelos raspados.


Nas ruas do centro da cidade, um grupo foi obrigado a pedir dinheiro para bancar bebidas e festas de veteranos. Há dois anos, uma lei municipal proíbe o trote em lugares públicos. A lei não é respeitada e nem fiscalizada, apesar de estabelecer multa de R$ 500,00 para cada infrator.


Pelo câmpus da UEM não é difícil encontrar acadêmicos barbarizando calouros. Mesmo assim, a maioria dos novos alunos afirma que aceita as brincadeiras, porque tem medo de represálias durante o curso.

* Leia mais em reportagem de Marta Medeiros na edição da Folha do Paraná/Folha de Londrina desta terça-feira


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