A Procuradoria Geral do Estado em Maringá ouviu ontem dois professores e um aluno da Universidade Estadual de Maringá (UEM) no processo administrativo aberto pelo governo do Estado que considerou como ""abusivos"" alguns atos durante a greve realizada no ano passado. Os acusados terão 10 dias para apresentar defesa.
O presidente do Sinteemar, sindicato que representa os funcionários da UEM, Almir Carvalho, considera que o processo do governo representa pressão política para tentar desmotivar a categoria na reivindicação da reposição salarial. Entre os atos considerados abusivos pelo Estado está o caso do lacre com solda da porta do prédio da Comissão do Vestibular Unificado (CVU).
Almir afirma que o ato foi simbólico porque ""qualquer pessoa poderia ter aberto a porta"", mesmo com a solda. ""Então deveriam ter indiciado as mais de 200 pessoas que participaram do lacre ao CVU"", acrescenta o presidente do Sinteemar. A greve dos servidores coincidiu com o vestibular de inverno da UEM no ano passado, que por causa do movimento precisou ser adiado.
Foram ouvidos na procuradoria os professores João Alencar Pamphille, vice-presidente do Sinteemar e Paulo Cezar de Freitas Mathias, um dos líderes do movimento grevista, além do aluno Edmilson Modesto de Camargo.