Relatório de uma comissão que avaliou os critérios utilizados na produção da folha de pagamento de servidores e professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) mostra a existência de uma série de irregularidades que teriam sido cometidas pela administração da instituição. Estimativas de pessoas ligadas à reitoria apontam que as irregularidades e desvios cometidos nos últimos anos podem chegar a R$ 8,6 milhões – 10% do valor anual da folha de pagamento da UEM, prevista em R$ 86 milhões. Os fatos levantados pela comissão ocorrem há mais de dois anos e começam agora a ser investigados pelo Ministério Público (MP), que abriu um inquérito civil público.
Os indícios de irregularidades surgiram em novembro de 1999, quando dois professores pediram à reitora Neusa Altoé a instalação de uma comissão para investigar um caso de corrupção envolvendo o servidor Ivair Spacini dos Santos. A comissão, porém, só foi instalada em fevereiro de 2000, por determinação do vice-reitor José de Jesus Previdelli, que aproveitou um período como reitor em exercício.
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