O Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade de Campinas (Unicamp) iniciou no final de semana passado, em Maringá, uma pesquisa para traçar o perfil dos novos dekasseguis - descendentes de japoneses que deixam o Brasil para trabalhar no Japão. A proposta é mostrar como a migração de mão-de-obra está hoje, depois de uma grande transferência de trabalhadores no período de prosperidade no Japão. ""Mesmo com a crise econômica lá, muitos descendentes continuam em busca de uma oportunidade, quase sempre movidos pelo fator financeiro"", explica a socióloga Elisa Massae Sasaki, do Nepo.
A pesquisa quer mostrar que existem outros motivos, além do dinheiro, para os trabalhadores optarem pelo Japão. O primeiro passo foi um levantamento, através de listas telefônicas, do número de famílias de descendentes em Maringá. São no total 3,8 mil assinantes, que Elisa acredita se resumir a 3 mil famílias e uma média de 15 mil pessoas.
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Depois de ouvir quem ficou, com ajuda de estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o Nepo vai analisar os questionários. Algumas famílias serão escolhidas para entrevistas mais completas, que devem identificar a situação de quem ficou, como o dinheiro mandado é administrado, e como é o contato com o migrante. Na etapa seguinte, Elisa vai ao Japão para fazer entrevistas com os trabalhadores maringaenses que estão lá.
* Leia mais em reportagem de Marcos Zanatta na edição da Folha do Paraná/Folha de Londrina desta sexta-feira