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Grandes empresas dos EUA apostam no Acordo de Paris, apesar de Trump

Agência Brasil
25 abr 2017 às 18:54

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Grande parte das 500 maiores empresas dos Estados Unidos pretendem cumprir as metas ambientais do Acordo de Paris para serem mais eficazes e combater a mudança climática, apesar de o presidente do país, Donald Trump, parecer decidido a abandonar o pacto. As informações são da agência EFE.

Essa postura foi confirmada nesta terça-feira (25) pelo Fundo Mundial para a Vida Selvagem (World Wildlife Fund - WWF) que, junto a outros grupos ambientalistas, publicou o relatório "Power Forward 3.0", que analisa os esforços e o compromisso com o meio ambiente das empresas da lista da Revista Fortune que elenca as 500 maiores corporações dos EUA.

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Segundo o estudo, quase metade destas companhias evitaram a emissão de mais de 155 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono na atmosfera em 2016, o que equivale a eliminar a contaminação anual de 45 centrais elétricas que utilizam carvão. Esta aposta em energias limpas também representou para as empresas uma economia de US$ 3,7 bi/ano.


Para o WWF, estes dados demonstram que o setor privado americano está avançando na transição para uma economia de baixo carbono, com energia limpa e eficácia energética, o que aproxima o país das metas do Acordo de Paris, "apesar da atitude contrária do governo Trump".


Oportunidades econômicas


"A energia limpa está alimentando oportunidades econômicas de costa a costa (dos EUA) independentemente da ideologia do partido que governa cada estado", assegurou o diretor do Departamento de Clima e Energias Renováveis do WWF, Marty Spitzer.


"As políticas de Washington podem atrasar este auge, mas estas companhias estão deixando muito claro que uma transição para uma economia de baixo carbono é inevitável", afirmou.


Quase metade das empresas da lista Fortune 500 de 2016 fixaram metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar a eficiência energética e aumentar a fonte de energia renovável em 5%, em comparação ao último relatório realizado há dois anos.


Lideranças


O WWF destacou que 63% das 100 maiores empresas dos EUA lideraram os esforços para se tornarem mais limpas, enquanto as 100 menores do ranking também mostraram uma melhoria importante, e as companhias energéticas, entre as quais está a maioria das empresas de petróleo e gás, registraram as porcentagens mais baixas de compromisso verde.


De fato, apenas 11% do setor da energia estabeleceu objetivos ecológicos, o que evidenciou um retrocesso de 14 pontos em relação a 2014.


No entanto, no outro lado do espectro se situou o setor de bens de consumo, com 72% de suas empresas com objetivos estabelecidos, seguido de perto pela indústria de materiais, serviços, manufatura, tecnologia e telecomunicações.


Objetivos climáticos e energéticos


Em geral, 48% dos integrantes da lista Fortune 500 contaram desde o ano passado com objetivos climáticos e energéticos, 5% a mais que no relatório anterior, e os cumprem.
Quase a mesma porcentagem, "atraídos pela queda dos custos da energia renovável", se comprometeram a impulsionar todas suas operações corporativas com energia limpa, principalmente eólica e solar, quando anos atrás isso era uma exceção.


"As empresas americanas estão liderando a transição para uma economia limpa, porque esse é um negócio inteligente e é o que os clientes exigem", explicou Spitzer. Em média, as companhias reportaram ter alcançado ou superado 81% de seus objetivos a tempo, o que significou reduções reais das emissões.


Para o WWF, as empresas devem continuar com estes esforços e estabelecer e implementar metas científicas para reduzir as emissões de gases e aumentar a energia renovável e a eficiência energética em suas operações, além de estabelecer "objetivos ambiciosos".


As empresas deveriam, segundo o estudo, acelerar a implementação e contratação de energia eólica e solar antes que se reduzam nos próximos anos os incentivos fiscais federais para ambas as tecnologias, algo que se espera que aconteça com Trump.

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As organizações ambientalistas também recomendaram que as empresas sejam mais transparentes na divulgação de suas emissões e seus objetivos, assim como nas implicações financeiras de suas medidas.


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