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Canadá oferece residência temporária a refugiados barrados por Trump

Agência Brasil
30 jan 2017 às 16:58

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O Canadá vai oferecer residência temporária às pessoas que ficarem bloqueadas no país devido à recente proibição migratória do presidente americano, Donald Trump, que bloqueou a entrada nos Estados Unidos de viajantes procedentes de sete países de maioria muçulmana, afirmou neste domingo (29) o ministro da Imigração canadense, Ahmed Hussen. As informações são da Radio France Internacionale.

"Quero assegurar às pessoas que estejam bloqueadas no Canadá que vou usar a minha autoridade para conceder-lhes uma autorização de residência temporária, se necessário, como já fizemos no passado", disse o chanceler, durante encontro com a imprensa.

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Ele não precisou, durante a coletiva, quantas pessoas ficaram bloqueadas no Canadá depois de Trump suspender, na sexta-feira (27), a entrada nos EUA, durante 120 dias, de refugiados, e o ingresso, por 90 dias, de cidadãos do Irã, Iraque, Síria, Iêmen, Sudão, Somália e Líbia.


Hussen, que é de origem somaliana, informou ainda que os cidadãos dos sete países que sofrem a interdição migratória americana e que possuam um cartão de residente permanente canadense válido, ainda podem entrar nos Estados Unidos. O decreto de Trump se aplica aos cidadãos dos sete países listados que estivessem em trânsito no Canadá. Mais de 35 mil cidadãos canadenses binacionais também possuem a nacionalidade de um desses sete países, afirmou Hussen.


"Para aqueles que estão fugindo da perseguição, do terror e da guerra, saibam que o Canadá os acolherá, independentemente de sua fé", tuitou no sábado (28) o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau. O Canadá afirmou ter recebido garantias de Washington de que os canadenses com dupla nacionalidade não seriam afetados pelo decreto norte-americano.


Trump rebate


O presidente Trump reiterou no domingo (29), após protestos que proliferaram nos EUA e a repercussão de condenações internacionais à medida, que o decreto que proíbe temporariamente a entrada em solo americano de cidadãos dos sete países relacionados não é um veto a muçulmanos.


"Não é uma proibição aos muçulmanos, como a mídia está reportando, de maneira falsa. Não se trata de religião, se trata de terrorismo e de manter nosso país a salvo", afirmou o mandatário, acrescentando que mais de 40 países muçulmanos não foram afetados pela ordem executiva.


"Os Estados Unidos são um país orgulhoso de imigrantes e continuaremos a demonstrar compaixão com aqueles que fogem da opressão, mas faremos isto enquanto protegemos nossos próprios cidadãos e fronteiras. Os Estados Unidos da América sempre foram a terra dos livres e o lar dos bravos", declarou Trump, citando um trecho no hino nacional americano, em comunicado oficial.

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Ele afirmou que os sete países atingidos pela medida constavam de uma lista de países utilizada durante o governo de Barack Obama: as pessoas que tivessem visitado estes países nos últimos cinco anos não possuíam o direito de ir aos Estados Unidos sem visto.


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