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Brasileiros devem ser eleitos ao Parlamento da Itália

08 mar 2018 às 09:50

Dois brasileiros devem se sentar na Câmara dos Deputados da Itália a partir de 23 de março, quando terá início a legislatura eleita no pleito realizado no último domingo (4).

O arquiteto Fausto Longo, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD) e atual senador da República Italiana, e o empresário e advogado Luis Roberto Lorenzato, da ultranacionalista Liga Norte, conquistaram vagas na Câmara para representar a circunscrição da América do Sul, segundo dados provisórios do Ministério do Interior.


A Itália permite que cidadãos residentes no exterior elejam 18 representantes no Parlamento, sendo 12 deputados e seis senadores. Esses parlamentares são divididos entre quatro circunscrições: América do Sul; América do Norte e Central; Europa; e África, Ásia, Oceania e Antártida.


Na América do Sul, os italianos elegem quatro deputados e dois senadores. O Ministério do Interior da Itália ainda não oficializou os nomes dos eleitos na região, mas, pela repartição dos assentos parlamentares entre os partidos, já é possível ter uma ideia de quem saiu vitorioso.


Senador desde 2013, Longo recebeu, até o momento, 8.906 votos e lidera a lista do PD, que conquistou uma vaga na Câmara. Já Lorenzato teve 11.106 e está em primeiro lugar na lista da coalizão da Liga Norte com os partidos Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi, e Irmãos da Itália (FDI).


As outras duas vagas de deputado na América do Sul ficarão com os argentinos Mario Alejandro Borghese, do Movimento Associativo dos Italianos no Exterior (Maie) e deputado desde 2013, e Eugenio Sangregorio, da União Sul-Americana dos Emigrados Italianos (Usei).


Por outro lado, o Brasil não conseguiu eleger nenhum representante para o Senado: Ricardo Merlo (Maie), com 52.739 votos, que vai para seu quarto mandato, e Adriano Cario (Usei), com 21.868, ambos residentes na Argentina, foram os vencedores.

A apuração está na reta final, mas denúncias de irregularidades na votação no exterior, que é feita por meio de cédulas enviadas pelos correios, impedem a promulgação do resultado final.


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