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Fechamento do Mercado Finaceiro nesta sexta-feira 09.11.01

Comitê de Investimentos da Century Gestão de Recursos Ltda
09 nov 2001 às 18:26

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CÂMBIO
O dólar teminou a sexta-feira custando R$ 2,536 na compra e R$ 2,538 na venda, com avanço de 0,23% (ou R$ 0,006) sobre o fechamento anterior. Na semana, a moeda americana acumulou uma inesperada queda de 5,12%, resultado principalmente da mudança de expectativas no mercado financeiro. O bom desempenho da balança comercial e o descolamento do risco-país brasileiro do argentino são dois dos fatores apontados para a melhora do cenário interno, que levaram o dólar de volta aos patamares de agosto. O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou nesta sexta-feira cotado a R$ 2,61 na compra e R$ 2,66 na venda, com baixa de 0,74%. No Rio, o paralelo subiu 0,38%, fechando a R$ 2,56 na compra e R$ 2,64 na venda. O dólar turismo de São Paulo recuou 1,51% no fechamento, a R$ 2,52 e R$ 2,60 na compra e venda, respectivamente
RENDA VARIÁVEL
O pregão viva-voz da Bovespa fechou nesta sexta-feira em alta de 1,43%, com Ibovespa em 12.733 pontos e volume financeiro de R$ 720,2 milhões. Os números finais do pregão ainda estão sendo processados. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o ibovespa futuro com vencimento em 14 de novembro tem alta de 1,41%, negociado em 12.920 pontos. Giro maior - O volume médio diário negociado na Bovespa cresceu 8,27% entre setembro e outubro, passando de US$ 181 milhões para US$ 196 milhões. No mês passado, a bolsa paulista registrou volume total de US$ 4,3 bilhões. O mercado à vista respondeu por 88,81% do total de negócios, contra 8,20% no mercado de opções e 2,99% no mercado a termo.
Em outubro, a Bovespa registrou média diária de 27.853 negócios, 3,94% a mais que a média de 26.796 negócios em setembro. Do total de negócios, 9,06% foram feitos no pregão viva-voz e 90,94% no sistema eletrônico.
As instituições financeiras fecharam o maior número de operações (35,2%), seguidas por investidores estrangeiros (29,1%), pessoas físicas (17,9%), Investidores institucionais (16%), empresas (1,6%) e outros.
TITULOS
Os títulos da dívida externa brasileira operam em baixa nesta tarde, acompanhando o desempenho dos papéis argentinos. Além da preocupação com o cenário indefinido na Argentina, a queda também pode ser atribuída a uma realização de lucros, já que esses papéis vinham subindo desde a semana passada. Às 16h20m, o C-Bond, principal título brasileiro, tinha baixa de 0,25%, cotado a 71,87% do seu valor de face. O Global 40, bônus global de 40 anos, era cotado a 71% do seu valor, 0,21% abaixo do fechamento da sexta-feira.
JUROS
As taxas de juros negociadas no mercado futuro terminaram o dia com pequena alta, num ajuste às sucessivas baixas da semana. Apesar da alta, atribuída à realização de lucros, ainda é visível a aposta de vários investidores na possibilidade de corte dos juros básicos, hoje em 19% ao ano. O Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2002, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), projetou no último negócio taxa anual de 20,16%, contra 20,05% do fechamento de quinta-feira. O DI de janeiro passou de 19,27% para 19,38% ao ano. Mesmo com a alta do dólar e dos juros no mercado futuro, o Tesouro Nacional conseguiu pagar taxas menores no leilão de títulos cambiais de cinco anos realizado hoje, destinado à rolagem de parte dos vencimentos da próxima semana. Na oferta de 400 mil títulos cambiais (NTN-D) com vencimento em 20 de julho de 2006, a taxa máxima de remuneração foi de 12,75% ao ano (acima da variação cambial), contra 14,50% do leilão anterior.
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