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Encerramento do Mercado Financeiro nesta segunda-feira 26.11.01

Comitê de Investimentos da Century Gestão Recursos Ltda.
26 nov 2001 às 18:05

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RENDA VARIÁVEL
Mesmo depois de ter subido nos três últimos pregões, a Bovespa conseguiu manter a tendência de alta nesta segunda-feira. A bolsa paulista encerrou o primeiro pregão da semana em alta de 2,50%, com Ibovespa em 13.759 pontos e volume financeiro de R$ 719,843 milhões. Com este resultado, a Bovespa passa a acumular valorização de 21% no mês e queda de 9,8% no ano. As ações preferenciais da Telemar continuaram recuperando as perdas acumuladas no ano e, com alta de 5,55% e o maior volume de negócios, garantiram a forte valorização da Bovespa. A alta da Telemar puxou outras ações importantes do setor de telecomunicações como Brasil Telecom PN (5,18%), Telesp Celular Participações (2,99%) eTelemar Norte Leste PNA (2,26%). Acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras fecharam em baixa, de 1,6% (ON) e 1,4% (PN).
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa futuro com vencimento em dezembro fechou em alta de 2,88%, negociado em 13.890 pontos.
JUROS
As taxas de juros negociadas no mercado futuro se ajustaram para cima nesta segunda-feira, na contramão do mercado de câmbio, onde o dia foi de fortes quedas. Segundo operadores, a alta foi provocada principalmente pelas declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo. Ele afirmou nesta segunda, em São Paulo, que o país terá de passar por um aperto na política monetária em 2002, para garantir o cumprimento da meta de inflação. A leitura no mercado foi de que os juros básicos da economia continuarão altos no ano que vem, como forma de inibir as altas de preços.Nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2002, o mais negociado, projetou no último negócio taxa anual de 19,71%, contra 19,38% do fechamento de sexta-feira. O DI de março subiu de 19,24% para 19,42%.
CÂMBIO
O dólar comercial fechou hoje cotado a R$ 2,475 na compra e R$ 2,477 na venda, com queda de 1,03%. É a cotação mais baixa desde o dia 10 de agosto (R$ 2,463), que leva a moeda americana a acumular perda de 8,19% em novembro. O segundo dia consecutivo de queda superior a 1% foi mais uma vez influenciado pela melhora da percepção de risco do país e pela expectativa de ingresso de recursos externos, com as captações das empresas privadas. A AmBev anunciou hoje a emissão de US$ 500 milhões em títulos no exterior, e ainda deve emitir mais US$ 500 milhões. Como os ingressos de recursos aumentam a oferta de dólares, a tendência é quase sempre de queda. Com isso, os investidores se antecipam e vendem a moeda para evitar perdas maiores. Além da AmBev, outras empresas podem fazer captações externas. A Argentina foi influência positiva para os negócios no Brasil nesta segunda-feira. A visita da missão do FMI manteve o mercado local otimista, o que se refletiu em alta da bolsa e dos títulos. Assim, os títulos brasileiros, que já vinham se valorizando, subiram ainda mais. O C-Bond, papel brasileiro mais importante, era cotado há pouco a 76,25% do seu valor de face, com alta de 1,24%.

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DESTAQUE
A Petrobras manteve a meta de produção nacional de 1,9 milhão de barris de petróleo em 2005. O consumo doméstico total atualmente está em 1,8 milhão de barris por dia, sendo que a Petrobras estará abastecendo este mercado com 1,340 milhão de barris diários até o final do ano. Segundo o presidente da estatal, Henri-Philippe Reichstul, essa demanda pode chegar a 2,150 milhões de barris diários em 2005, considerando-se um aumento anual do PIB de 4% até aquele ano. De acordo com o presidente, a empresa vai atingir a auto-suficiência nesta data porque, além da produção própria de 1,9 milhão de barris diários, produzirá também, em joint-venture com outras companhias, cerca de 250 mil barris por dia. O executivo disse que, apesar da taxa de crescimento anual do PIB de 4% ser muito otimista, a Petrobras manterá sua meta de produção para 2005.

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