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Encerramento do Mercado Financeiro nesta quinta-feira 29.11.01

Comitê de Investimentos da Century Gestão de Recursos Ltda
29 nov 2001 às 20:35

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CÂMBIO
O dólar comercial fechou nesta quinta-feira cotado a R$ 2,535 na compra e R$ 2,537 na venda, com valorização de 2,13% frente ao real. Essa foi a maior alta da moeda americana desde 21 de setembro, quando os mercados viviam o pânico provocado pelos ataques terroristas aos Estados Unidos. Desta vez, foi a Argentina a principal causadora da disparada da moeda. O forte avanço do risco-país argentino e das taxas do overnight derrubaram os títulos da dívida externa dos países emergentes e espalharam rumores sobre uma eventual desvalorização do peso. Os juros no overnight na Argentina superaram os 300% e a liquidez no sistema bancário ficou muito estreita. Com isso, os investidores temeram uma crise sistêmica no mercado. Além disso, o governo argentino e a missão do FMI não encontram um consenso sobre as medidas a serem tomadas. Com o resultado desta quinta-feira, o dólar reduz a queda acumulada no mês para 5,97%. O dólar paralelo negociado no mercado paulista fechou cotado a R$ 2,60 na compra e R$ 2,64 na venda, com alta de 1,14%. No Rio, o black ficou em R$ 2,52 na compra e R$ 2,57 na venda, com alta de 0,78%. O dólar turismo de São Paulo subiu 1,16%, a R$ 2,57 na compra e R$ 2,61 na venda. A Ptax 850, média das cotações do dólar no dia, ficou hoje em R$ 2,5064 na compra e R$ 2,5072 na venda, com alta de 0,86%. A Ptax é referência para correção de títulos públicos e contratos de câmbio no mercado futuro.
RENDA VARIÁVEL
O pregão da Bovespa fechou nesta quinta-feira em baixa de 2,17%, com Ibovespa em 12.736 pontos e volume financeiro de R$ 578 milhões. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa futuro com vencimento em dezembro opera em baixa de 2,79%, negociado em 12.790 pontos.
JUROS
A divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou o que o mercado esperava, e as taxas de juros negociadas no mercado futuro voltaram a subir. A preocupação com a meta de inflação para 2002 (3,5%) foi o principal motivo da manutenção da taxa Selic em 19% ao ano neste mês, o que poderá se repetir nos próximos meses. Com a frustração da expectativa de queda dos juros básicos e o nervosismo com a crise argentina que tomou conta dos mercados, os investidores promoveram fortes ajustes nas projeções do mercado futuro. Nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2002, o mais negociado, projetou taxa anual de 20,86% no último negócio, contra 20,27% do fechamento de ontem. O DI de julho passou de 21,04% para 21,78% ao ano. O volume de negócios com juros na BM&F foi alto, de R$ 28,7 bilhões.
BACEN
As reservas cambiais do Banco Central ficaram ontem em US$ 37,229 bilhões, com aumento de US$ 60 milhões sobre o saldo da terça-feira, que havia ficado em US$ 37,169 bilhões.
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