Mercado Financeiro

Encerramento do Mercado Financeiro em 29.01.02

29 jan 2002 às 19:15
RENDA VARIÁVEL
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou hoje em queda de 3,85%, pelo terceiro dia consecutivo. Foi a maior queda desde 28 de novembro. O Índice Bovespa rompeu com folga a barreira dos 13 mil pontos, terminando o dia em 12.501 pontos. O volume financeiro foi de R$ 570,7 milhões. A Bolsa paulista chegou a subir 1,38% pela manhã, mas inverteu a tendência à tarde, seguindo o mau desempenho das bolsas americanas, que também caíram com força. Em Nova York, a quase certeza que os juros básicos da economia dos Estados Unidos vão parar de cair repercutiu mal no mercado de ações, sempre beneficiado pela queda dos juros. Com isso, o mercado brasileiro também despencou. Também rumores sobre empresas americanas, como a Worldcom, controladora da Embratel, repercutiram no mercado brasileiro. Os rumores dificuldades financeiras e rebaixamento de classificação de risco da empresa fizeram despencar as ações da Embratel e também os recibos negociados nos Estados Unidos. Embratel Participações PN e ON caíram 10,8% e 9,1%, respectivamente. O American Depositary Receipt (ADR) da empresa caia, às 18h30m, 13,84%. Apesar das fortes queda dos papéis da Embratel, a queda da Bovespa foi determinada por Telemar PN (-5,32%), Petrobras PN (-1,91%) e Vale do Rio Doce PNA (-3,71%). Juntas, essas ações responderam por 38,6% do volume de negócios.
JUROS E CÂMBIO
A Bolsa do Rio movimentou hoje R$ 1,665 bilhão em 225 operações no Sisbex, o sistema eletrônico de negociação de ativos. O mercado de títulos públicos movimentou R$ 1,403 bilhão em 129 operações. A Letra do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em 7 de agosto, a mais negociada, teve taxa de 19,63% ao ano, 0,11 ponto percentual acima da taxa do fechamento anterior. No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou cotado a R$ 2,436, 0,59% acima do fechamento do dia anterior. Foram realizadas 96 operações, totalizando US$ 108 milhões (R$ 261,760 milhões), com um preço médio de R$ 2,424..
O dólar comercial fechou hoje em alta de 0,49%, cotado a R$ 2,435 na compra e R$ 2,437 na venda. É a sétima alta consecutiva da moeda americana, que está em seu patamar mais alto desde 5 de dezembro. Assim como vem acontecendo nos últimos dias, a moeda americana esboçou uma queda pela manhã, mas não sustentou a tendência no decorrer do dia.
A alta foi atribuída a movimentos de tesourarias bancárias, que mantiveram posições defensivas diante do cenário indefinido. A justificativa hoje foi o resultado do leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que tiveram taxas de juros mais altas que o esperado pelo mercado. Isso significa que os investidores estão mais pessimistas e pedem alta remuneração para financiar o governo. O mau desempenho das bolsas americanas e a boataria em torno de empresas americanas com negócios no Brasil também colaboraram para a pressão. Com o resultado de hoje, o dólar já acumula valorização de 5,32%.
Nossa Visão
A queda de hoje foi exagerada e as ações voltaram a ficar atrativas em dólares isto pode atrair investimentos externos na Bovespa, sendo assim o início de fevereiro pode marcar com uma forte volta do mercado.

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