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Corpo de Bombeiros deve receber R$ 3,21 mi para ampliar estrutura e serviços

Redação Bonde
15 mai 2026 às 17:58

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Foto: Fernando Cremonez/CML
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A CML (Câmara de Londrina) aprovou em primeiro turno, durante sessão ordinária de última quinta-feira (14), o projeto de lei nº 78/2026, do Executivo, que autoriza a inclusão do Funrebom (Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros) no orçamento municipal de 2026 e a abertura de crédito adicional especial de até R$ 3,21 milhões para investimentos e manutenção das atividades do Corpo de Bombeiros na cidade. Como tramita em regime de urgência, o projeto será votado em segundo turno na próxima terça-feira (19).


De acordo com o projeto de lei, os recursos do Funrebom serão destinados à revitalização e ampliação das estruturas físicas dos quartéis do Corpo de Bombeiros de Londrina, além da aquisição de equipamentos de segurança, mobiliários, ferramentas, eletrodomésticos, sistemas de videomonitoramento e aparelhos de condicionamento físico.

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O texto também prevê investimentos em serviços de telefonia, processamento de dados, manutenção predial, abastecimento e manutenção da frota utilizada nas ações de atendimento de emergência, combate a incêndios, defesa civil e socorro à população. Segundo a proposta do Executivo, os recursos são provenientes de superávit financeiro apurado em dezembro de 2025.


Presente à sessão plenária, o tenente-coronel Rodrigo Nakamura, comandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros em Londrina, afirmou que os investimentos são necessários para fortalecer os serviços prestados pela corporação em Londrina e na região Norte do Paraná. De acordo com Nakamura, os recursos permitirão melhorias nas ações de defesa civil, prevenção e combate a incêndios, atendimento pré-hospitalar realizado pelo Siate e demais serviços operacionais executados pelo Corpo de Bombeiros. “O convênio do Funrebom é fundamental para o trabalho destas equipes aqui. [...] Esta verba será aplicada em prol da população londrinense”, resumiu.


A vereadora Professora Flávia Cabral (PP), líder do Executivo na Câmara, destacou que os investimentos devem garantir melhores condições de trabalho aos bombeiros militares, ampliar a capacidade operacional da corporação e modernizar as estruturas utilizadas no atendimento à população. “Este é um fundo que já é direcionado exclusivamente a isso. Estamos apenas autorizando [o envio da verba] para cumprir os protocolos formais deste Legislativo. Este fundo vai aparelhar a corporação que é uma das mais queridas deste município”, afirmou.


Gratuidade de serviços funerários


Em primeiro turno, o plenário também aprovou o projeto de lei nº 64/2025, apresentado pelo vereador Régis Choucino (PP), que cria isenção de pagamento dos serviços funerários prestados pela Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) aos familiares de doadores de órgãos e tecidos. A medida abrange itens como urna funerária, ornamentação, flores, preparação do corpo, locação de capela e translado dentro do município, mediante comprovação da doação por instituição de saúde. A gratuidade não se aplica a beneficiários de planos funerários privados nem cobre cremação, tanatopraxia ou serviços cemiteriais.


Na justificativa, o autor ressalta que a proposta visa reconhecer o gesto altruísta da doação de órgãos, estimular a prática e facilitar a decisão das famílias por meio de um benefício concreto, simbólico e financeiro. Com base em dados oficiais, argumenta que a medida é viável economicamente, considerando o número ainda reduzido de doações e a capacidade orçamentária da Acesf. A proposta também exige que hospitais públicos informem os familiares sobre o direito ao benefício, reforçando a transparência e a efetividade da política pública.


Restaurante Popular


O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Jamil Janene, falou aos vereadores durante a sessão sobre o início da reforma do imóvel que abriga o Restaurante Popular, ao lado do terminal Central. A previsão é de conclusão em 90 dias.


Ele explicou que a execução das melhorias, realizada por uma empresa de engenharia contratada, decorre de uma vistoria técnica que apontou a necessidade de correções emergenciais no imóvel, sobretudo na cobertura, que vinha sofrendo com infiltrações. A elaboração dos projetos foi realizada pela Secretaria Municipal de Obras, e o orçamento total destinado à reforma é de R$ 350 mil.


Para a realização dessas obras estruturais, foi necessária a suspensão temporária dos serviços, desde o dia 17 de abril, quando se encerrou o contrato com a empresa responsável pela produção das mais de 600 refeições diárias subsidiadas oferecidas ao público, a um valor de R$ 3 para os frequentadores. Janene ainda alegou aos vereadores que não havia verba para transferir o restaurante para outro imóvel, para manter a continuidade do serviço. 


(Com informações da assessoria da CML)


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