O técnico Allan Aal reconheceu a dificuldade de mobilizar o elenco do Londrina para enfrentar o Penedense-AL, na última quarta-feira (25), no estádio do Café. A partida ocorreu apenas três dias depois da vitória sobre o Athletico Paranaense, na Arena da Baixada, que garantiu o time alviceleste na final do Campeonato Paranaense. Mesmo com desempenho irregular e uma formação repleta de reservas, o LEC venceu por 1 a 0, com gol de Bruno Santos, e avançou à 3ª fase da Copa do Brasil.
Allan admitiu que a equipe sentiu o impacto emocional e físico da semifinal. “É difícil virar a chave depois de um jogo tão intenso como foi contra o Athletico. A entrega foi enorme, e isso pesa. Ainda assim, o grupo tem respondido bem, mesmo com mudanças de uma, duas, três, quatro peças. Talvez pudéssemos aproveitar melhor as transições, mas precisamos entender que, quando há jogos tão próximos, manter o nível de mobilização é mais complicado. A classificação foi merecida, o objetivo está alcançado e a invencibilidade, mantida. Isso é fruto da entrega dos atletas”, avaliou o treinador.
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Competitividade
A escalação reforçou a estratégia de preservação física. Apenas quatro titulares iniciaram a partida: o goleiro Kozlinski, o lateral Maurício, o zagueiro Wallace e o atacante Bruno Santos. Os demais, como Paulinho Moccelin e João Tavares, vinham sendo opções no banco ou disputavam posição. “As trocas foram pensadas tanto no aspecto físico quanto mental. São jogadores com características distintas, e isso mantém a competitividade interna. Vejo de forma muito positiva o que conseguimos construir”, comentou Allan.
Logo no início do jogo, o técnico precisou fazer a primeira alteração. João Tavares deixou o campo após levar uma pancada nas costas. “Não se trata de lesão muscular. Foi um acidente de jogo, de percurso. A expectativa é de que ele se recupere bem”, explicou.
Além de João Tavares, o LEC monitora a situação do volante André Luiz, que sofre com desgaste muscular e ficou fora das duas últimas partidas. Já o atacante Vitinho está vetado para o duelo de sábado (28), às 16h, no estádio Germano Krüger, contra o Operário Ferroviário, pelo jogo de ida da final. Ele sentiu uma lesão muscular em Curitiba e segue em recuperação.
"Chegar ao limite"
“Precisamos recuperar o grupo como um todo. Nessa fase decisiva, o aspecto mental é tão importante quanto o físico. Restam dois jogos e temos de chegar ao limite. Trabalhamos os atletas para isso, e vejo o time preparado. Agora é focar na recuperação para enfrentar um adversário muito difícil fora de casa”, afirmou Allan.
A noite também marcou a estreia do jovem atacante Juninho, acionado após a saída de João Tavares. Contratado inicialmente como centroavante, ele atuou em um setor diferente e agradou ao treinador. “O Juninho respondeu muito bem. É jovem, treina em alta intensidade, disputou a Copa São Paulo, tem minutos. Entregou exatamente o que precisávamos. Ele joga por dentro, pela beirada, finaliza bem. É uma característica que nos faltava”, destacou.
Allan também elogiou o meia Thalis, recém-integrado ao elenco. “O Thalis oferece outra alternativa importante. Minha função é montar a equipe conforme o perfil do adversário. Ele pode precisar de mais tempo de adaptação, inclusive pensando na Série B. São características novas dentro do elenco, que agora ampliam nossas possibilidades”, completou o treinador.