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Plano para 2026

Secretaria de Saúde traça ações para o combate à dengue em Londrina

Jéssica Sabbadini - Redação Bonde
09 fev 2026 às 13:52

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Foto: Jéssica Sabbadini
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A Secretaria de Saúde de Londrina lançou nesta segunda-feira (9) o plano de ação para 2026 voltado ao combate à dengue no município. Com uma campanha intitulada “Londrina Sem Dengue - Sua Ação Salva Vidas”, o foco do plano está na utilização de drones e aspiradores para manter os resultados positivos alcançados em 2025.  


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Os dados levantados pela Secretaria de Saúde de Londrina mostram uma redução de 88,2% no número de casos de dengue, saindo de 42.107 em 2024 para 4.965 em 2025. Além disso, o número de mortes em decorrência da doença também caiu 82,7%, com uma redução de 52 para 9 óbitos confirmados no ano passado. 


Já neste ano, a taxa de positividade está na casa dos 2,8%, ou seja, a cada 100 casos suspeitos, menos de 3 são positivos. “Esse dado, para nós, coloca Londrina em um cenário muito positivo no enfrentamento da dengue e estaremos unidos com tecnologia como ferramenta, expertise de profissionais que estudam e são dedicados e, acima de tudo, com o time da endemia em todas as áreas da cidade”, afirma a secretária de Saúde de Londrina, Vivian Feijó. 


Ela destaca uma parceria para este ano com a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) para a criação de um painel de umidade e de monitorização climática, já que a chuva contribui para a proliferação do mosquito da dengue. Além disso, um dos focos continua sendo o monitoramento, que hoje é de 100% através das ovitrampas, que são armadilhas para a captura dos mosquitos. 


A secretária afirma que o olhar da pasta está nos bairros e que os esforços estão sendo distribuídos de acordo com o cenário epidemiológico de cada região, mas ressalta que os esforços continuam. Nesta terça-feira (10), segundo ela, será decidido o local que deve receber o mutirão na sexta (13).


Com um cenário mais tranquilo, neste momento não vão ser destinadas unidades exclusivas para o atendimento de pacientes com dengue, mas que o plano conta com 3 fases, sendo que essa é uma possibilidade caso a situação se agrave. 


Outro ponto de destaque para Feijó é o atendimento dos pacientes sintomáticos, que deve ser vertical. “Se ele estiver em uma Upa, ele vai para um hospital terciário. Ele não vai voltar para trás ou ir para um outro pronto atendimento”, afirma. 


Nino Ribas é gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina e afirma que o objetivo do plano é manter tudo o que funcionou em 2025, já que os resultados foram positivos, com reduções no número de casos e mortes, e potencializar ações envolvendo a tecnologia e a ciência.


Como novidade, ele destaca a utilização de drones para monitoramento e, em parceria com a UEL (Universidade Estadual de Londrina), a aspiração de mosquitos dentro de imóveis para detectar o tipo de vírus que vem circulando naquela região. “É uma ação de ciência e tecnologia conjunta”, complementa.


Segundo o gerente, o aspirador vai ser utilizado em locais estratégicos nas casas, onde os mosquitos costumam ficar após sugar o sangue dos seres humanos. Os mosquitos aspirados serão levados para o setor de Entomologia da UEL para que a análise seja feita. 


O drone, por outro lado, explica Ribas, vem para agregar ao trabalho de rotina que vem sendo feito pelos agentes. “Eles conseguem observar o que tem na altura dos olhos, mas caixas d’água, calhas, o drone vai auxiliar nessa situação”, aponta. 


Além disso, o equipamento também vai ser utilizado nos imóveis fechados no momento da vistoria. “A gente vai poder identificar criadouros alternativos e depois acionar o munícipe responsável para solicitar a adequação desse local”, detalha, complementando que 90% dos focos do mosquito da dengue ainda estão dentro dos quintais das casas.


Nino Ribas explica que as novidades já vêm sendo aplicadas desde o início do ano em bairros que apresentaram os índices mais alarmantes, como o Jardim Pinheiros e a Vila Industrial, ambos na zona oeste de Londrina. “Nós já utilizamos o drone no Jardim Perobal também e já tivemos uma resposta eficaz com a tecnologia”, afirma, destacando que as próximas localidades vão depender do número de casos.


Questionado sobre a relação entre os londrinenses e os agentes de campo, que fazem a vistoria nas residências, o gerente destaca que uma das principais dificuldades é o horário de trabalho, que é das 8h às 17h, período em que a maioria das pessoas está fora de casa.


Por isso, o município conta agora com uma agenda, em que o município pode ligar para o telefone 0800  400 18 93 para agendar a visita do agente, tanto aos sábados quanto aos domingos. “A gente vai programar essa visita para poder contemplar esse imóvel”, garante. 


O prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), destaca que a redução nos índices apresentados pelo município mostra que é possível combater a dengue, diminuindo o número de casos confirmados e, consequentemente, de mortes. "O nosso sonho é zerar o número de mortes, mas para que isso aconteça depende de diversos fatores", aponta. 


Ele também pontua que o objetivo de apresentar os detalhes do plano tem como objetivo deixar claro todo o ciclo que envolve o cuidado com a dengue. Segundo o prefeito, diferente de outras cidades, Londrina conseguiu reduzir o número de casos ao passo em que também reduziu o número de mortes.


"Nós estamos melhorando a qualificação dos nossos médicos, dos nossos profissionais, dos atendimentos e reforçando o atendimento estendido. Se nós não tomarmos cuidado no pós-contaminação, a pessoa pode vir a óbito, então não é só cuidar da prevenção, é cuidar para frente", afirma.

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