O técnico Allan Aal reconheceu que o Londrina tentou reforçar o elenco na janela de transferências encerrada na semana passada, mas destacou que o Tubarão não estava disposto a “convencer ninguém”, valorizando a "camisa pesada" do time alviceleste. O treinador confirmou a busca por jogadores, especialmente para atuar pelas pontas, mas afirmou que as negociações não avançaram. O único reforço anunciado foi o lateral Weverton, que estreou no segundo tempo do empate por 2 a 2 com o Goiás, na quarta-feira (1).
“O Campeonato Paranaense tem um nível diferente. A Série B exige jogo coletivo, entrega e disposição maiores. Vamos precisar do elenco inteiro, e isso ficou provado. Buscamos algumas peças para qualificar mais pelos lados do campo, mas não conseguimos. As negociações não evoluíram, não por falta de vontade nossa, mas por decisão dos atletas. Não queremos ninguém aqui por obrigação”, afirmou o treinador, sobre os jogadores que recusaram o LEC.
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“Não temos que convencer ninguém a vestir a camisa do Londrina, que é pesada. Esse entendimento norteou comissão técnica e diretoria durante a janela. Obviamente, com a oscilação acontecendo, vamos buscar algo na próxima. Mas o nosso grupo deu uma resposta muito positiva”, completou ele, citando o próximo período de transferências, que só começa no dia 20 de julho.
Contra o Goiás, o Londrina vencia por 2 a 1 até os 50 minutos do segundo tempo, quando levou o empate no Vitorino Gonçalves Dias (VGD). Aal reconheceu que o time poderia ter mantido maior intensidade em alguns momentos.
“Tivemos a bola e, depois do gol, fizemos o Goiás jogar muito lateralmente, com muitas bolas aéreas. Por isso coloquei o Lacerda faltando dez minutos. São situações que exigem equilíbrio”, disse o técnico ao explicar a entrada do terceiro zagueiro, estratégia repetida após funcionar na estreia, quando o time venceu o Novorizontino por 3 a 1 fora de casa.
“São 38 jogos. Se tivéssemos vencido, e merecíamos vencer, teríamos duas vitórias em dois jogos, mas isso não significaria que seríamos campeões. Da mesma forma, levar um gol no último lance não quer dizer que somos a pior equipe. É esse equilíbrio que precisamos manter. O torcedor tem o direito de torcer como quiser. Digo isso aos atletas: temos que trazer o torcedor para o nosso lado jogando futebol. Não somos afetados por empolgação ou críticas”, reforçou.
O empate veio diante do time que possui a maior invencibilidade atual entre clubes das Séries A e B: o Goiás, que soma 19 jogos sem perder na temporada e tem folha salarial comparável à de equipes da elite.
Na partida de quarta-feira, o Londrina também contou com o retorno em alto nível da dupla Bruno Santos e Iago Teles, com um gol cada um. Os dois começaram bem o Campeonato Paranaense, mas caíram de rendimento e desperdiçaram pênaltis decisivos recentemente.
“A Série B está muito próxima da Série A em investimento, qualidade e competitividade. O Bruno e o Lago tiveram uma recuperação muito boa. Buscamos corrigir situações que, no Paranaense, poderiam ter sido evitadas, essa é a nossa função. E todos entenderam. Hoje é um grupo muito coletivo, mais coletivo do que nunca”, avaliou o treinador.
Aal também admitiu que o estilo de jogo do Londrina na Série B será diferente em vários momentos, adotando postura mais reativa, com transições rápidas, modelo que funcionou nas primeiras rodadas, apesar do empate no fim contra o Goiás.
“No Paranaense, propor o jogo é natural e até uma obrigação, porque conhecemos a maioria dos adversários. Mais de 60% dos times que enfrentamos no Estadual já havíamos jogado contra. Agora é diferente. E, com menos posse de bola, não deixamos de jogar. Essa é uma característica comum da Série B”, concluiu.