Londrina

Moringão recebe atletas de elite para o Open Internacional de Parabadminton

21 jul 2026 às 16:28
Londrina é palco, até esta quinta-feira (23), do 1º Open Internacional Pan-Americano de Parabadminton. A competição ocorre no Ginásio Moringão, das 10h às 18h, reunindo 62 atletas com deficiência física e intelectual. Além de representantes de diversas cidades paranaenses, o torneio conta com competidores de São Paulo, Santa Catarina e da China. A entrada é gratuita.

Responsável pela organização do evento, o técnico Edmundo Novais destaca que o parabadminton vive um momento de crescimento no Brasil, impulsionado principalmente pelo bronze conquistado pelo paranaense Victor Tavares nos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024. Segundo ele, a medalha deu maior visibilidade à modalidade e incentivou novos praticantes. Para Novais, sediar uma competição internacional em Londrina também ajuda a apresentar o esporte como uma oportunidade de inclusão, desenvolvimento e alto rendimento.

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O treinador explica que todos os participantes passam por uma classificação funcional para disputar partidas em categorias compatíveis com suas limitações. No Ilece (Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais), onde atua, 22 alunos já competem regularmente no parabadminton e outros 30 estão em fase de iniciação esportiva. Para ele, o esporte rompe barreiras, fortalece a autoestima e pode transformar a vida dos atletas também nos aspectos social e profissional, inclusive por meio de bolsas de incentivo.


Entre os competidores está Elton Nogueira, de 17 anos, morador de Curitiba. Há pouco mais de um ano e meio no parabadminton, ele conta que encontrou na modalidade uma forma de superar o sedentarismo e ganhar confiança. Atualmente, ocupa a segunda colocação no ranking brasileiro de sua categoria, destinada a atletas com baixa estatura. Elton afirma que o ambiente esportivo é marcado pelo respeito e pela inclusão, além de destacar que a prática trouxe benefícios para sua saúde física e para a comunicação com outras pessoas.



Outra atleta que celebra a trajetória construída nas quadras é Jeniffer da Silva, de 33 anos, aluna do Ilece. Ela afirma que o parabadminton fortaleceu sua disciplina e proporcionou momentos de orgulho com as medalhas conquistadas ao longo dos anos. A mãe, Maria da Paz, acompanha cada competição e relata que o esporte transformou o comportamento da filha, diagnosticada com fenilcetonúria, doença genética rara. Segundo ela, Jeniffer se tornou mais tranquila, determinada e já soma mais de 300 medalhas em sua coleção.


Realizado em parceria com a Itaipu Binacional, o 1º Open Internacional Pan-Americano de Parabadminton segue com programação aberta ao público no Moringão, oferecendo à população a oportunidade de acompanhar de perto o talento e a superação dos atletas.

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