Teve início nesta terça-feira (10), no Fórum de Londrina, o Tribunal do Júri de Jander Bezerra da Silva, acusado de assassinar o atendente de farmácia William Aparecido Henrique Ferreira, de 25 anos, crime ocorrido em fevereiro de 2025 dentro do local de trabalho da vítima, na zona sul da cidade. O caso gerou grande repercussão e, mais de um ano depois, chega à fase de julgamento popular.
Durante as investigações, o réu confessou o crime e responde por homicídio qualificado. De acordo com a advogada de defesa, Indyanara Pini, a estratégia jurídica no julgamento é buscar a retirada das qualificadoras apontadas pela acusação, uma vez que a autoria já foi assumida. Segundo Pini, a defesa pretende demonstrar aos jurados elementos que permitam a desclassificação das circunstâncias qualificadoras apresentadas no processo.
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A advogada explica que o resultado dessa análise terá impacto direto na pena. Caso os jurados mantenham as qualificadoras, a pena mínima prevista é de 12 anos de prisão. No entanto, se as qualificadoras forem afastadas, a expectativa da defesa é que a condenação fique próxima do mínimo de seis anos, conforme previsto na legislação para o crime sem agravantes.
Durante o julgamento, devem ser ouvidas testemunhas, além do interrogatório do réu e dos debates entre acusação e defesa, etapas que antecedem a votação dos jurados responsáveis pela decisão final.
Relembre o caso
O crime aconteceu em fevereiro de 2025, quando William Aparecido Henrique Ferreira foi morto dentro da farmácia onde trabalhava, em Londrina. Segundo as investigações, Silva entrou no estabelecimento e atacou a vítima, que morreu no local. Horas depois, o suspeito foi localizado e preso pelas forças de segurança.
Posteriormente, Silva confessou o assassinato, afirmando que o crime teria sido motivado por questões pessoais relacionadas à vida privada. Denunciado por homicídio qualificado, ele permanece preso preventivamente até o julgamento iniciado nesta manhã, quando o Tribunal do Júri passa a decidir o desfecho do caso.