Após mais de duas semanas desaparecida, a cadela Amora foi reencontrada por moradores e entregue novamente aos cuidados da tutora responsável. Perdida desde o dia 14 de junho, a shih tzu havia sido vista pela última vez entre as regiões dos jardins Santa Cruz e Maria Cecília (Zona Norte). O caso foi denunciado pelo Portal Bonde na última sexta-feira (26).
Em entrevista, a tutora Nicolle Rodrigues conta que, na sua interpretação, Amora estava sendo mantida sob os cuidados de algum morador, que planejava "esperar a poeira abaixar" para ficar com o animal, já que a cadela estava praticamente da mesma forma de quando saiu de casa. "Eu passei na rua [onde ela foi encontrada] umas cinco vezes, chamando por ela. Mas sempre sem nenhum retorno", relata.
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Sem os enfeites de cabeça que a identificavam e com carrapichos, a cadela foi encontrada por uma segunda moradora. O resgate ocorreu na segunda-feira (29), após o jogo do Brasil na Copa do Mundo contra o Japão.
"Durante os fogos de comemoração da vitória da seleção, tinha vários portões abertos na rua. Ela provavelmente saiu de uma das casas e uma mulher, na esquina da rua, a pegou e postou em um dos grupos, pensando que era de alguém ali próximo", detalha.
Com 13 anos de idade, Amora é considerada idosa e tem limitações na visão e na audição. Além disso, devido a uma fratura no fêmur ainda quando era filhote, a cadela precisa tomar regularmente medicações para aliviar as dores constantes.
A volta de Amora resgatou o ânimo da família. Afetada com a perda do animal de estimação, a filha de Rodrigues chorava todos os dias, mas agora sorri por qualquer motivo. "Ela nem reclama mais para acordar e ir para a escola. Quando a questionei o motivo de toda essa alegria, a resposta foi: 'Amora está em casa, mãe'", compartilha.
Outro membro que celebrou o retorno de Amora foi sua companheira, Babaloo, a segunda cachorrinha de Rodrigues, também da raça shih tzu. "Desde o desaparecimento, ela não estava comendo e passava o tempo todo procurando pela Amora. Imediatamente depois do retorno, ela foi correndo para o potinho de ração comer", celebrou a responsável.
Depois de divulgar o desaparecimento em mais de 70 grupos nas redes sociais e distribuir cartazes em vários locais, Rodrigues diz que, após a publicação no Portal Bonde, o alcance do pedido de ajuda aumentou significativamente. "Conforme eu conversava com as pessoas nas ruas, elas me diziam que viram a notícia dela no jornal, e o Bonde foi o único que publicou o desaparecimento dela", conclui.