As forças de segurança pública do Paraná intensificaram o cerco contra organizações criminosas especializadas em estelionato eletrônico na região de Londrina. Ações coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) miram redes estruturadas que utilizam a tecnologia para desviar recursos e lesar cidadãos e empresas.
A transição de quadrilhas tradicionais para o ambiente digital mudou o perfil da criminalidade no Norte do estado. Investigações da PCPR apontam que os criminosos operam esquemas sofisticados de pulverização financeira para ocultar o dinheiro das vítimas rapidamente. Os crimes mais frequentes envolvem:
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WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fraude com cartões de crédito e fintechs: Operações recentes da PCPR desarticularam grupos em Londrina e Cambé focados na criação de contas falsas e transações fraudulentas em bancos digitais. O prejuízo inicial estimado em apenas uma das ações superou R$ 200 mil, dinheiro que os criminosos pulverizam em minutos para contas de laranjas antes que as operadoras consigam contestar a transação.
Golpes internos e empresas de fachada: Companhias locais também se tornaram alvos. Em investigações recentes, a polícia identificou esquemas milionários estruturados por funcionários de confiança que desviavam recursos corporativos para empresas de fachada criadas especificamente para a fraude.
Falsos comprovantes de pagamento: Muito comum no comércio eletrônico local e em plataformas de desapego, onde o criminoso simula uma transferência ou envio de Pix e retira o produto por meio de serviços de aplicativo antes que a vítima note a ausência do dinheiro.
Como operam as ameaças
Os criminosos utilizam técnicas de engenharia social, tática que manipula psicologicamente a vítima para que ela forneça dados voluntariamente ou clique em links maliciosos. O uso de perfis falsos de WhatsApp simulando parentes em dificuldades financeiras e páginas clonadas de bancos continuam entre as principais ferramentas das quadrilhas.
O dinheiro arrecadado costuma abastecer esquemas maiores de lavagem de dinheiro conectados a facções que cruzam as fronteiras do Paraná.
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