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Intervenção na Santa Casa de Londrina: falta de insumos e a corrida por empréstimos

20 jul 2026 às 09:09

Cinco dias após ser decretada a intervenção judicial na Iscal (Irmandade da Santa Casa de Londrina) por uma série de irregularidades assistenciais, sanitárias, financeiras, trabalhistas e administrativas, inclusive com o afastamento da diretoria da instituição, a situação do hospital segue delicada.


- Decisão judicial afasta diretoria e determina intervenção na Santa Casa de Londrina


Na última sexta-feira (17), Reilly Alberto Aranda Lopes, diretor do Hospital Zona Norte e nome escolhido para comandar a instituição pelos próximos seis meses, confirmou o recebimento de insumos e medicamentos doados pelo HU/UEL (Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina) para reestabelecer os atendimentos no PS (Pronto-Socorro) e os procedimentos cirúrgicos eletivos e de urgência. 


Entretanto, a previsão do interventor era de que os insumos seriam suficientes apenas para o final de semana, sem detalhar o que seria feito a partir desta segunda-feira (20). A juíza Gabriela Aranda, que deu parecer favorável à intervenção judicial, e a promotora de Justiça da Saúde Pública de Londrina, Susana de Lacerda, apontaram o desabastecimento imediato como um reflexo do colapso da Iscal, e não resultado da intervenção.


Aranda proibiu a suspensão dos atendimentos e cirurgias na instituição, enquanto que Lacerda garantiu que todo “o paciente que bater na porta da Santa Casa hoje vai ser atendido e não vai faltar medicamento”. A promotora garantiu que nenhuma cirurgia eletiva pode ser adiada a partir desta segunda-feira. 


Agora, Reilly Alberto Aranda Lopes corre atrás de empréstimos junto aos convênios, buscando o adiantamento de parcelas. "Vamos converter esse dinheiro em insumo para garantir que a gente não sofra de novo com desabastecimento por pelo menos a próxima semana”, disse em entrevista à Folha na sexta-feira. 


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