Uma nova modalidade de crime digital está causando alvoroço entre os consumidores brasileiros que utilizam o chamado "direito de arrependimento" em compras online. O golpe consiste no envio de códigos de postagem adulterados, que induzem o comprador a despachar o produto para o endereço dos criminosos em vez do centro de distribuição oficial da loja.
A fraude geralmente começa após o cliente solicitar a devolução de um item. Os golpistas entram em contato via WhatsApp, SMS ou e-mail, utilizando a identidade visual de grandes marketplaces ou dos Correios. Em muitos casos, a mensagem falsa chega logo após a comunicação oficial, alegando um "erro no sistema" para convencer a vítima a utilizar a nova etiqueta fraudulenta.
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Ao aceitar o código falso, o cliente consegue realizar a postagem normalmente em agências oficiais, já que o sistema reconhece a etiqueta como válida. No entanto, o rastreamento aponta para um destino controlado pelos golpistas. Sem o registro da entrada do produto no estoque da loja real, o reembolso é negado, deixando a vítima sem a mercadoria e sem o dinheiro.
Veja abaixo como o contato falso por email consegue emular com muita fidelidade a mensagem verdadeira:
Como identificar e evitar a armadilha
Especialistas em segurança digital alertam que a tática se aproveita da confiança do usuário nos processos logísticos. Como o envio ocorre dentro de uma agência física, a sensação de segurança é maior, o que dificulta a percepção imediata do crime. Relatos nas redes sociais indicam que produtos de alto valor agregado, como eletrônicos, são os alvos preferenciais da quadrilha.
A orientação primordial para se proteger é gerar etiquetas de devolução exclusivamente pelos canais oficiais (site ou aplicativo) da loja onde a compra foi efetuada. Deve-se desconsiderar qualquer código enviado por meios informais. Antes de entregar o pacote, é essencial conferir se os dados do destinatário na etiqueta correspondem à razão social da empresa vendedora.
Caso você perceba que caiu no golpe, deve entrar em contato imediato com o marketplace e com a transportadora para tentar a interceptação da carga. O registro de um boletim de ocorrência e a formalização da queixa junto ao Procon são passos fundamentais para tentar o ressarcimento, sendo necessário guardar todos os prints e comprovantes de envio.
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