Artistas, músicos e proponentes de intervenções já podem se inscrever para participar do 9º Festival DOBRA de Arte Impressa de Londrina, que acontece nos dias 25 e 26 de julho. A chamada pública segue aberta até 23 de abril, com inscrições disponíveis pelo site oficial do evento.
Organizado pelo espaço cultural Grafatório, o festival reúne produção gráfica contemporânea em uma programação que inclui feira de arte impressa, apresentações musicais e intervenções artísticas. As atividades serão realizadas em dois espaços culturais da cidade: o da própria Vila Cultural Grafatório e da Funcart, consolidando o evento como um ponto de encontro entre artistas, editoras independentes e o público.
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Trabalhos autorais
Na feira de arte impressa, podem se inscrever zineiros, quadrinistas, fotógrafos, gravuristas e artistas gráficos em geral. Para viabilizar diferentes formatos de participação, serão disponibilizadas mesas em dois tamanhos, com valores destinados à cobertura de custos do evento. A curadoria prioriza trabalhos autorais, com consistência conceitual e diálogo com o campo da arte impressa, além de incentivar a participação de grupos historicamente minorizados.
Além da feira, o festival também seleciona propostas musicais de diferentes gêneros e formações, bem como intervenções e performances que dialoguem com o espaço e com o público. As ações podem ser visuais, sonoras, performáticas ou híbridas, desde que considerem a interação com o ambiente do evento. O resultado da seleção será divulgado em 7 de maio.
Criado a partir da atuação do Grafatório como ateliê aberto e espaço de formação, o DOBRA nasce da necessidade de conectar produção, circulação e troca entre artistas que trabalham com impressão e publicação independente. Ao longo das edições, o festival se consolidou como um espaço plural, que valoriza a diversidade de técnicas e linguagens, promovendo o encontro entre artistas em diferentes momentos de trajetória.
Formação artística
Em paralelo à programação do festival, o Grafatório mantém aberta uma chamada contínua para oficinas, cursos e atividades formativas. A proposta é criar um banco de projetos que possam ser realizados ao longo do tempo, conforme parcerias e oportunidades.
De acordo com a multi-artista e programadora cultural Carolina Sanches, a iniciativa surge de uma prática já existente no espaço. “O desejo de troca e formação contínua sempre fez parte do Grafatório. A chamada aberta organiza esse fluxo, amplia o alcance e cria um canal mais acessível para quem quer propor atividades”, explicou.
Segundo ela, o objetivo é construir um “banco vivo” de propostas, permitindo uma programação mais orgânica e contínua. A curadoria prioriza projetos ligados às artes gráficas, visuais e editoriais, especialmente aqueles que envolvem processos experimentais, práticas interdisciplinares e compartilhamento de saberes.
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