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PT no governo

Wagner: "Reforma trabalhista não é só baratear mão-de-obra"

Agência Brasil
07 mai 2003 às 15:57

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O ministro do Trabalho e Emprego, Jacques Wagner, afirmou nesta quarta-feira em São Paulo que a reforma trabalhista sindical não deve ser pensada com a visão do barateamento de mão-de-obra, tampouco se deve colocar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) como uma matéria intocável.

Ele lembrou que em junho será instalado o Fórum Nacional do Trabalho, que reunirá em Brasília empresários, sindicatos e governo para discutir a reforma trabalhista sindical.

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"Na minha cabeça, nós não podemos entrar no fórum com visão de fazer a reforma trabalhista, de só baratear o custo da mão-de-obra. Se for para fazer leilão de escravo eu não acredito que isto vai levar o Brasil a ser um país que a gente quer", disse.


Para Wagner, se a legislação é arcaica, burocrática e trata igual pequenas e grandes empresas, precisa ser modificada. "Nem a intocabilidade da CLT, nem a revogação da Lei Áurea. Esse é o desafio que será feito através do compromisso selado nesse Fórum Nacional do Trabalho", disse, ao ressaltar que o governo vai ter um papel de moderador nas negociações.

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O ministro ponderou que a CLT, quando foi criada, representou um avanço no processo de inclusão social, mas frisou que ela foi lançada na década de 60, o que demonstra a necessidade de modernização.


O ministro lembrou que o compromisso do governo Lula é com a geração de emprego e renda. Segundo ele, o governo passou os primeiros quatro meses organizando a economia por causa da inflação e do risco do Brasil, que dispararam no final do ano passado.


"Mas podemos comemorar. Em quatro meses, o governo Lula conseguiu evitar que nos transformássemos em uma Argentina. Primeiro, é necessário limpar o terreno, para depois começar a lançar as bases", disse. De acordo com o ministro, o governo limpou o terreno e agora vai lançar as bases.

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Jacques Wagner participou hoje de dois encontros na capital paulista: um com sindicalistas da Força Sindical e um com o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Febrabran), Gabriel Jorge Ferreira.


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