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Consumir alimentos funcionais é investir em saúde

31 dez 1969 às 21:33

Poucos sabem que frutas e legumes são fontes naturais abundantes de ativos que conferem capacidade de funcionais a determinados alimentos. Unanimidade no cardápio de muitos brasileiros, o tomate pode ser considerado um alimento funcional de origem natural porque possui o licopeno, substância que dá a cor avermelhada às frutas e legumes. O licopeno age contra o câncer de próstata e doenças cardoivasculares, e é um antioxidante que repara danos causados nas células por conta da ação dos radicais livres. Seus ativos também são usados como matéria-prima na indústria de alimentos funcionais. A substância está presente também na goiaba, mamão, melância, pimentão e beterraba.

De acordo com Elaine Melo, todos os alimentos de frutos avermelhados são fontes ricas em licopeno. ''Eles desempenham papel fundamental na cura de doenças, porque funcionam em áreas específicas do organismo como no intestino e no fígado'', explica.


Madalena Borin, por exemplo, não dispensa os tomates das refeições da sua família. Preparado como saladas ou molhos, seus filhos e marido consomem ''no mínimo dois quilos por semana''. ''Mas tem que saber fazer porque tem muitos agrotóxicos e por isso tem que lavar bem'', aconselha. Como conhece as propriedades medicinais do legume, acha que vale a pena ''investir um pouco mais na saúde'' mesmo nos períodos das altas de preço.


Tomate é rico em licopeno, um antioxidante natural


Poucos sabem que frutas e legumes são fontes naturais abundantes de ativos que conferem capacidade de funcionais a determinados alimentos. Unanimidade no cardápio de muitos brasileiros, o tomate pode ser considerado um alimento funcional de origem natural porque possui o licopeno, substância que dá a cor avermelhada às frutas e legumes. O licopeno age contra o câncer de próstata e doenças cardoivasculares, e é um antioxidante que repara danos causados nas células por conta da ação dos radicais livres. Seus ativos também são usados como matéria-prima na indústria de alimentos funcionais. A substância está presente também na goiaba, mamão, melância, pimentão e beterraba.


De acordo com Elaine Melo, todos os alimentos de frutos avermelhados são fontes ricas em licopeno. ‘Eles desempenham papel fundamental na cura de doenças, porque funcionam em áreas específicas do organismo como no intestino e no fígado’, explica.


Madalena Borin, por exemplo, não dispensa os tomates das refeições da sua família. Preparado como saladas ou molhos, seus filhos e marido consomem ‘no mínimo dois quilos por semana’. ‘Mas tem que saber fazer porque tem muitos agrotóxicos e por isso tem que lavar bem’, aconselha. Como conhece as propriedades medicinais do legume, acha que vale a pena ‘investir um pouco mais na saúde’ mesmo nos períodos das altas de preço.


Definição da categoria gera dúvidas


Um fato bastante curioso que confunde desde os especialistas até os consumidores mais atentos é enquadrar os alimentos funcionais dentro da própria terminologia. Os mais usuais e abundantes são os nutracêuticos e nutricosméticos. Para especialistas, eles não são considerados alimentos, porém a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enquadra os dois na categoria de alimentos funcionais.


De um lado, a resolução do órgão regulador preconiza que os nutracêuticos e nutricosméticos são alimentos funcionais. Eles produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos por meio da atuação de um nutriente ou não-nutriente no crescimento e manutenção do organismo. ‘É por isso, que sua comercialização em farmácias é restrita porque constam como alimentos’, revelou uma fonte que pediu sigilo.


Porém, a definição científica usada por médicos e nutricionistas não considera esses produtos como alimentos. ‘Eles são suplementos dietéticos, que possuem uma concentração com ingredientes bioativos de alguns alimentos funcionais, mas na forma não alimentar’, esclarece Elaine Melo.

Segundo Mariana Ruiz, porta voz de uma multinacional do ramo, a diferença é que os nutricosméticos têm o funcionamento focado na beleza e os nutracêuticos na saúde. ‘Mas ambos são registrados na Anvisa como alimentos funcionais’, arremata.


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