A forte negativa, não só em seu nome, mas em nome da prefeitura que comandava, deixou o Ministro Antonio Palocci de mãos e pés atados frente às denúncias de que recebia R$ 50.000/mês de propina ao longo de dois anos quando esteve à frente da prefeitura de Ribeirão Preto. Em contrapartida, deverá transferir tranqüilidade – ao menos passageira - ao mercado financeiro, visto que Palocci teve um posicionamento forte e definitivo, ao contrário da posição reticente e evasiva dos demais membros do Governo e do próprio presidente Lula, quando citados nas diversas denúncias de corrupção que controlam o noticiário desde junho desse ano.
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Inicialmente, Palocci fez questão de reiterar que goza do apoio do presidente Lula e sua saída – permanente ou temporária - não foi proposta e nem sequer aceita pelo Presidente. Contudo, utilizou um jogo de palavras que permite mobilidade a Lula, caso as acusações se comprovem: "O Presidente Lula não deseja que eu saia e não autorizará meu desligamento temporário" porque "não considera (as denúncias) suficientes para um reposicionamento no Ministério".
Ou seja, o Ministro goza do apoio do Presidente...
