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Liberação no aeroporto

Decolagem sem teto requerido diminuirá em 80% cancelamento de voos em Londrina

Fábio Galiotto - Equipe Folha
18 set 2015 às 09:00

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Anderson Coelho/Equipe Folha
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O prefeito Alexandre Kireeff afirmou que o Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, recebeu, na noite de quinta-feira (17), a liberação para que aeronaves possam decolar sem teto requerido. O pedido foi feito ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), administradora do complexo, há mais de quatro anos e foi concedida após as obras de desapropriação no entorno do aeródromo.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, disse que a estimativa da Infraero é que a autorização irá resolver ao menos 80% dos voos com origem na cidade, reduzindo até em 50% os problemas relacionados a atrasos ou cancelamentos decorridos da nebulosidade. Os passageiros que usam o aeroporto londrinense são constantemente prejudicados pela falta de visibilidade provocada pelas nuvens baixas. O superintendente da Infraero, Marco Pio, afirmou ontem que não tinha conhecimento sobre a decisão e que não poderia comentar o assunto. "Os investimentos em infraestrutura e os equipamentos que já temos, com as novas condições do entorno, possibilitaram essa liberação", disse o prefeito.

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O presidente da Codel explicou que nos aeroportos que não possuem obstáculos no seu entorno da pista a decolagem sem teto requerido é autorizada pela Infraero, mesmo que o terminal esteja fechado para aterrissagem. E é isso o que vai passar a ocorrer no Aeroporto José Richa, apontou. Segundo Veronesi, mesmo que o aeroporto não tenha visibilidade vertical devido à nebulosidade, o que é muito comum, terá o voo liberado se a visibilidade horizontal for de pelo menos 800 metros. "A liberação é muito boa para a cidade. Hoje cerca de quatro a cinco aeronaves pernoitam no nosso aeroporto, ou seja, têm Londrina como destino final. Com essa autorização, as companhias aéreas podem ter interesse em ter mais aeronaves pernoitando aqui. Sem contar que o usuário vai ter mais certeza de que poderá decolar de manhã cedo porque o risco de a aeronave não sair diminuirá muito", avaliou.


ILS

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A desapropriação de casas na região do aeroporto de Londrina para a ampliação da pista permitirá também a instalação do ILS (sistema de pouso por instrumentos), demanda antiga do município também devido a problemas com mau tempo. A previsão na prefeitura é que os investimentos municipais sejam de R$ 78,8 milhões, o que trará contrapartida da Infraero de R$ 48,8 milhões. A Fomento Paraná emprestou R$ 26,2 milhões para o pagamento dos terrenos aos moradores vizinhos.


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