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Consumo de energia fica estável no país em fevereiro

Agência Brasil
03 abr 2017 às 21:00

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Reprodução/Pixabay
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O consumo de energia elétrica demandado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) fechou o mês de fevereiro deste ano com ligeira variação de 0,2%, ficando praticamente estável em relação ao mesmo mês do ano passado. Em comparação ao mês anterior, houve expansão de 1,3%. No resultado acumulado dos dois primeiros meses do ano, a alta foi de 1,5%.

Os dados fazem parte da publicação Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada hoje (3) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e indicam que em fevereiro foram consumidos por meio das rede distribuidoras 38.593 gigawatts-hora (Gwh).

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As quedas verificadas nos setores industrial e comercial foram determinantes para a estabilidade do consumo, depois da alta do mês anterior. No caso da indústria, a queda chegou a 0,9%, enquanto no setor de comércio e serviço houve retração de 0,5%. O consumo das residências fechou positivo em 0,6% e em outras classes (contabilizados o setor rural e a iluminação pública) houve alta de 2,9%.


Ao analisar as causas da estabilidade na demanda de energia elétrica entre os meses de fevereiro de 2016 e 2017, a EPE citou a crise na segurança pública no Espírito Santo – decorrente da greve da Polícia Militar, e o menor número de dias no mês, em 2017, uma vez que 2016 foi um ano bissexto, o que influenciou a queda do consumo no setor industrial.


Ainda segundo a EPE, "a redução do número de dias faturados em diversas distribuidoras afetou o crescimento do consumo, principalmente das classes residencial e de comércio e Serviço"; mas, por outro lado, "as condições relacionadas ao clima, como temperatura e chuva, contribuíram para o crescimento do consumo em alguns estados".


A EPE ressalta que, "apesar dos sinais positivos em relação à criação de novas vagas de emprego e da melhoria da confiança do consumidor", o consumo energético residencial ainda se mostra em um patamar próximo ao registrado em 2014.


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Do ponto de vista regional, somente duas regiões fecharam fevereiro com crescimento frente ao mesmo mês do ano passado: o Sul, com 2,3%, e o Sudeste, com 0,6%. Na região Sul o consumo foi puxado pelos desempenho dos setores têxtil, com expansão de 6,9%, automobilístico (6,5%), papel e celulose (2,7%) e metalúrgico (1,8%). Todas as demais regiões apresentaram resultados negativos, com a maior retração registrada no Norte, com queda de 5,3%. No Centro-Oeste houve queda no consumo de 0,9% e no Nordeste, de 0,4%.


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